quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Comentário Anti-China em programa Americano gera revolta


Segmento Kids Table no programa de Jimmy Kimmel
Jimmy Kimmel, apresentador do canal Americano ABC, está a ser alvo de contestação pública depois do seu programa ser palco de um comentário anti-China. Durante um segmento em que o apresentador junta um grupo de crianças para debater temas atuais, uma delas fez um comentário depreciativo em relação ao país asiático.

Kimmel questionou os pequenos comentadores sobre a dívida externa Norte-Americana e sobre as possíveis soluções para o problema. "Os EUA devem muito dinheiro à China, 1,3 triliões de dólares. Como é que podemos resolver o problema?", perguntou o apresentador. Um menino de 7 anos respondeu: "Matamos todas as pessoas na China". Kimmel desvalorizou a resposta e até chegou a rir-se. "Matar toda a gente na China? Ok, é uma ideia interessante", acrescentou.

O comentário gerou uma grande onda de revolta no seio da comunidade chinesa, com várias pessoas criticar tanto Kimmel como o próprio formato do programa. Foi criada uma petição com mais de 90 mil assinaturas, que pede o fim imediato do programa. O escândalo levou a estação ABC a emitir um pedido de desculpas. "Nunca transmitiríamos algo de propósito para revoltar a comunidade chinesa", pode ler-se na declaração do canal.



Face ao silêncio de Kimmel, várias pessoas reuniram-se à porta dos estúdios onde é gravado o Talk Show para se manifestarem. O apresentador dirigiu-se aos manifestantes com um pedido de desculpas "se vos chateei, peço muitas, muitas desculpas. Não foi, de todo, minha intenção", disse Jimmy Kimmel.

Fonte da imagem: Link

André Moleiro e Mafalda Martins

Situação PS/PSD é única na Europa


António Costa considera a falta de diálogo "grave".
À margem do esclarecimento acerca do Orçamento de Estado de 2014, Marco António Costa criticou a atitude do partido socialista afirmando que a sua indisponibilidade para o diálogo é “caso único” na Europa.

Segundo o porta-voz do PSD, desde o 25 de Abril não se verificava em Portugal a situação interpartidária que encontramos hoje.

"Este corte nas linhas de comunicação não é normal numa democracia madura como a nossa" sublinhou o ex-Secretário de Estado., “só em Portugal é que deixou de existir, e ninguém percebe porquê".

Enquanto António Costa aborda estas questões com os jornalistas, Luís Marques Mendes já declarou no comentário semanal na SIC que o consenso entre os dois partidos está cada vez mais difícil.

Fontes: Expresso (Texto) e Esquerda.net (Imagem)

Daniel Morgado e Diana Tavares

Aprovada Lei de Imprensa “draconiana” e “inconstitucional” no Quénia


O Parlamento Queniano aprovou uma lei de imprensa no dia 31 de Outubro que vai modificar a anterior Lei de Informação e Comunicações do Quénia, que passa a prever multas até ao equivalente aos 173.085€ para as empresas e de 8.654€ para os jornalistas que violarem o código, avança o jornal Expresso.

Esta norma também pretende criar o Tribunal de Recurso Multimédia e Comunicações, com poderes para confiscar “propriedades de jornalistas e `media` que sejam multados, bem como para suspender o registo de jornalistas”, revela a RTP.

Isto surge no seguimento da difusão dos media de imagens de soldados com sacos de compras durante o assalto ao centro comercial Westgate, onde o inspetor-geral da Polícia do Quénia ameaçou deter e julgar estes jornalistas.

A imprensa já classificou esta lei como "draconiana" e "inconstitucional, onde o Diário Standard diz que "criar uma autoridade que é controlada pelo Governo para determinar o conteúdo e impor multas draconianas é uma tentativa de amordaçar os meios de comunicação".


André Pacheco e Tiago Bolegas

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Violência marca as eleições no Kosovo


Sala de voto em Mitrovica foi alvo de boicote
As mesas de voto em Mitrovica, no norte do Kosovo, foram obrigadas a encerrar devido a confrontos entre a comunidade sérvia residente no Kosovo. Os grupos extremistas envolvidos agrediram eleitores e destruíram algumas urnas. A AFP registou uma taxa de apenas 13% de votantes.

Grande parte dos 13% teve de se debater para entrar nas salas de votos devido aos bloqueios dos protestantes. Os extremistas encapuzados  acabaram por fugir, depois depois de causarem inúmeros estragos.

Esta foi uma tentativa de integrar os sérvios que continuaram no Kosovo, após a independência deste da Sérvia, em 2008. A aceitação da independência por parte de Belgrado, é vista com desagrado pelos sérvios da região. Um estudante que participou nas acções de boicote às eleições afimou que "Estas eleições são um acto de alta traição e vão acabar por cortar o Kosovo da Sérvia e levar a um êxodo sérvio do Kosovo".

Esta foi a primeira vez que a Sérvia permitiu que os sérvios residentes votassem na sua antiga província. Devido aos incidentes a votação nesta zona deverá ser considerada inválida.



Fontes: Globo, Publico

Fabiana Cruz e Isaura Quevedo

Jornalistas franceses mortos no Mali


Claude Verlon e Ghislaine Dupont mortos no Mali
Fonte: DN



Os franceses estão em choque com o assassinato de dois jornalistas da Radio France Internationale. Claude Verlon e Ghislaine Dupont, estavam no norte do Mali, na região de Kidal, em reportagem quando foram raptados e assassinados. Ambos tinham viajado para esta região no norte do Mali, no sábado, para entrevistar o porta-voz do grupo separatista tuaregue Movimento para a Libertação de Azawad quando foram obrigados a entrar num jipe e mais tarde, os seus corpos foram encontrados a 12 quilómetros da região.

De acordo com a Sabádo, a ONU manisfestou condolências pelo assassínio dos dois jornalistas, no Mali. O conselho de segurança da ONU pediu ainda ao país que investigasse e, o mais rápido possível, o caso a fim de levar os responsáveis à justiça. Já Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, aplediou o assassinio de bárbaro, em declarações à Radio France Internationale (RFI), onde trabalhavam os dois repórteres. E, aproveitou a oportunidade para destacar o grande esforço que a RFI faz ao cobrir estas regiões em conflito.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês disse ontem que os dois repórteres foram mortos a tiro, um com duas balas e o outro com três, na reunião de emergência convocada pelo presidente François Hollande. A causa da morte dos dois jornalistas franceses permanece desconhecida. Alegadamente, vários suspeitos foram presos ontem a 40 quilómetros da região do Mali.

Alícia Maravilha

Eleições no Kosovo suspensas devido a violência


No passado domingo, as eleições municipais no Kosovo foram interrompidas por protestos e confrontos entre sérvios. Em Mitrovica, norte do Kosovo, as mesas de voto foram obrigadas a fechar antes da hora prevista, devido à violência causada por grupos extremistas.

Eleições no Kosovo
Um grupo de extremistas encapuzados apoderaram-se de uma assembleia de voto, a norte de Mitrovica, destruiram algumas urnas e agrediram eleitores e membros das mesas de voto. Apesar disso, a taxa de participação nas zonas sérvias foi fraca, onde apenas 13% dos eleitores exerceram o direito ao voto.

Oliver Ivanovic, um dos candidatos, comentou os acontecimentos e esclareceu que "as eleições em Mitrovica norte fracassaram e que serão, sem dúvida, invalidadas". Segundo o DN, o primeiro-ministro sérvio Ivica Dacic, em comunicado à agência noticiosa Tanjug, alertou para o facto de que "as ameaças e apelos ao boicote põem em perigo a sobrevivência dos sérvio no Kosovo".

 As eleições foram uma espécie de teste para criar uma associação de municípios sérvios nos enclaves do Kosovo, visto que a zona norte do Kosovo é constituída, maioritariamente, por sérvios e onde a Pristina não tem qualquer autoridade.


Ana Luz e Maria Inês Gonçalves

Dois jornalistas franceses mortos no Mali


Dois jornalistas franceses da Radio France Internationale foram sequestrados e posteriornente mortos no Mali, onde a França tem postos militares. Segundo o jornal Público, os dois jornalistas foram raptados depois de terem entrevistado um dos líderes políticos do Mali.

Após a morte destes dois jornalistas o ambiente na redacção da RFI era de tristeza. Em declarações à Euronews a directora executiva do grupo France Médias Monde, Christine Saragosse, afirmou que "é impossível ter um guarda-costas para cada jornalista quando em jogo estão este tipo de actos. Quisemos dar voz às pessoas no terreno. Era esse o nosso objectivo. A questão que se coloca é o que fazer perante tamanha barbaridade. Deixar de ir a determinados lugares, deixar de dar informação? Pessoalmente não quero que isso aconteça".

Ghislaine Dupont, de 57 anos e Claude Verlon, de 55 anos, foram encontrados mortos depois de serem sequestrados por homens armados que, segundo o site Globo "usavam turbantes e falavam tamachek". Os dois jornalistas ainda mostraram resistência mas sem sucesso.

De acordo com o site RFI português, várias reacções têm vindo a público, nomeadamente a do presidente frances, François Hollande que manifestou a sua indignação perante estas mortes.

Ariana Martins e Cátia Esteves