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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Jornalista sírio distinguido com Prémio Mundial de Liberdade de Imprensa



O Prémio Mundial de Liberdade de Imprensa UNESCO-Guillermo Cano é atribuído a 3 de Maio ao sírio Marzen Darwish. Jornalista há mais de uma década e também activista dos direitos humanos, está preso desde 2012. O prémio reconhece o percurso e sacrifício pessoal de Darwish, também presidente do Centro Sírio de Media e Liberdade de Expressão e um dos fundadores do jornal Voz e do syriaview.net, site, proibido pelas autoridades Sírias em 2011. A distinção é entregue nos festejos do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, na Biblioteca Nacional em Riga, capital da Letónia.






Fontes: http://www.unesco.org/new/en/media-services/single-view/news/syrian_journalist_mazen_darwish_winner_of_unescoguillermo_cano_world_press_freedom_prize/back/9597/#.VS4q0CFVhHz, http://nacoesunidas.org/jornalista-sirio-vence-premio-mundial-de-liberdade-de-imprensa-unesco-guillermo-cano-de-2015/

Ângela Dias

domingo, 26 de outubro de 2014

Governo turco suspeito na morte de jornalista Serena Shim


O acidente aconteceu este domingo quando a jornalista Serena Shim da “Press TV” regressava de um local de reportagem e o seu veículo embateu contra um camião perto da fronteira da Turquia com a Síria, acabando por matar a repórter. Um outro passageiro que seguia no mesmo carro que Shim ficou em estado grave. A identidade e o paradeiro do camionista responsável pelo acidente permanecem desconhecidos.

Antes da sua morte Shim disse aos colegas que era um dos poucos jornalistas a ter informação acerca da infiltração de militantes do grupo radicalista Takfiri para dentro da Siria, através da fronteira turca. A jornalista de dupla nacionalidade Norte-Americana e Libanesa, tinha sido acusada de espionagem pelo governo turco. Em causa estariam as suas histórias que demonstravam que o governo turco estaria a apoiar os ataques terroristas do Estado Islâmico à cidade de Kobani, na Síria.


Serena Shim era correspondente da PressTV na Turquia. Fonte: PressTV

“Estou a espiar e a trabalhar com a oposição turca, mas é logico que assim o faça… porque esse é o meu trabalho.”, disse a jornalista dias antes de morrer. Shim afirmou ter em sua posse fotografias desses radicalistas a atravessarem a fronteira turca dentro de camiões pertencentes ao Programa Alimentar Mundial e outras organizações não-governamentais. A família da repórter suspeita que as autoridades turcas estiveram por detrás da morte de Shim.

Fontes: FarNews, PressTV1, PressTV2

Cristóvão Carreira e João Mendonça

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Jornalistas atacados com gás lacrimogénio na Turquia


A polícia Turca disparou duas latas de gás lacrimogénio contra jornalistas britânicos da estação BBC. A equipa estava a cobrir a manifestação dos Curdos que protestavam contra a passividade do governo Turco perante a invasão do Estado Islâmico à cidade de Kobani, na Síria.

A manifestação depressa foi dispersa com gás lacrimogéneo para garantir a segurança das pessoas após um rocket ter destruído uma casa do lado da fronteira Turca.

Um polícia a dispara gás lacrimogénio contra os manifestantes. Fonte: Dailymail

Foi durante esse momento que elementos da polícia turca se viraram para os repórteres no local. Momentos após finalizarem a sua peça a equipa da BBC foi recebida com uma lata de gás lacrimogéneo. Já dentro da sua carrinha a equipa voltou a ser atacada com outra lata, desta vez para dentro da carrinha que seguiam, levando à evacuação imediata da mesma.

A carrinha ficou com o vidro traseiro partido e ardeu parcialmente, mas os repórteres não sofreram quaisquer ferimentos.

O momento foi registado pela equipa.



Fontes: BBC, Euronews, Dailymail

João Mendonça  

domingo, 12 de janeiro de 2014

Repórter turco é libertado na Síria, após 40 dias sequestrado


Jornalistas demonstraram contra raptos de jornalistas na Síria. Foto: Today's Zaman
Bunyamin Aygun, do jornal “Milliyet” foi o mais recente caso de rapto, na Síria. O jornalista desapareceu quando foi entrevistar o líder rebelde do grupo jihadista. De acordo com o jornal sírio "Today's Zaman", os responsáveis pelo sequestro seriam do Estado Islâmico no Iraque e Levante, ligado à Al Qaeda.

Centenas de jornalistas turcos manifestaram-se este sábado, em Istambul, para denunciar o desaparecimento de dezenas de colegas que cobriam o conflito na Síria. Os manifestantes, para além de fazer pressão sobre o executivo para obter a libertação de Bunyamin, também apelaram às várias fações sírias, para que estas libertassem todos os jornalistas em cativeiro. Jornalistas mostraram o seu descontentamento, em Istambul e exigiram a libertação do repórter e fotografo turco, que estava sequestrado há 40 dias.
O jornalista Can Ertuna disse que, neste momento, 30 colegas de vários países “estão dados como desaparecidos na Síria. Bunyamin é apenas mais um. Desde o último ano e meio, muitos jornalistas têm medo de ir à Síria, porque já não existe qualquer segurança."

O Instituto Internacional da Imprensa diz que a Síria é o país mais perigoso do mundo para os jornalistas. Em 2013, 16 repórteres foram mortos no exercício da profissão. Segundo a organização "Repórteres Sem Fronteiras", 27 jornalistas perderam a vida na Síria desde o início do conflito, em março de 2011.

Ana Rita Soares e Carolina Sá Pereira

domingo, 5 de janeiro de 2014

Dois jornalistas espanhóis foram raptados na Síria


Foto: Diário de Notícias
O diário espanhol El Mundo anunciou na terça-feira o rapto do jornalista Javier Espinosa e do fotógrafo Ricardo Garcia Vilanova por um grupo ligado à Al-Qaeda, na Síria. Os dois jornalistas do "El Mundo" foram sequestrados no norte da Síria a 16 de setembro e desde há um mês que não há notícias sobre o paredeiro dos mesmos.

Os dois repórteres foram capturados no momento do checkpoint de Tal Abyad, na província de Raqqa. Avançou o jornal Público que os jornalistas "estavam determinados a contar a história do povo sírio e da crise humanitária do país", indicaram os seus familiares, num comunicado citado pelo jornal.

Em conferência de imprensa, o diretor do jornal, Pedro J. Ramírez, disse que os dois repórteres estavam vivos até há cerca de um mês. Porém, não se sabe se os sequestrados ainda os mantém em cativeiro, alega o Jornal de Notícias.

O diário El Mundo considera os contactos indiretos com os sequestradores a razão para que só agora a notícia tenha sido divulgada, uma vez que os raptores não pediram resgate. Os jornalistas foram levados juntamente com quatro membros do Exército Livre da Síria que foram libertados 12 dias depois.

“O Javier e o Ricardo deslocaram-se dezenas de vezes à Síria para documentar os crimes de guerra, arriscando as próprias vidas. Não são os vossos inimigos. Peço, por isso, que honrem a revolução que eles protegeram e que os libertem”, afirmou Monica García Prieto, jornalista e mulher de Javier Espinosa, correspondente do El Mundo.

Ana Rita Soares

Jornalistas espanhóis raptados na Síria


Javier Espinosa, jornalista do El Mundo, e o fotógrafo Ricardo Garcia Vilanova, foram raptados no passado dia 16 de Setembro, pelo estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) na Síria. Segundo o El Mundo, o rapto aconteceu na província de Raqqa, junto à fronteira com a Turquia e até ao momento não se sabe o seu paradeiro.

Ambos os jornalistas acompanhavam um grupo de rebeldes, que combate o regime de Bashar al-Assad, e desta forma realizavam uma reportagem sobre o impacto da guerra sobre o povo sírio e a crise humanitário que este atravessa. Em comunicado o jornal, El Mundo revelou que apesar das dificuldades, os repórteres "estavam determinados a contar a história do povo sírio e da crise humanitária que este enfrenta".

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, cerca de 27 jornalistas perderam a vida na Síria e mais de 60 estão desaparecidos ou reféns, sendo que muitas famílias optam por não comunicar o desaparecimento de forma a não mediatizar a situação.

Fontes: Publico, Dn, TVI24, RR
Imagem: Euronews

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Jornalista Norte-Americano raptado na Síria


O jornalista freelancer Norte-Americano James Foley foi raptado no Norte da Síria quando estava à cobrir a guerra civil neste país para a Agência France Presse (AFP) e para o GlobalPost, em finais de Novembro, revelou ontem a família.

James Foley tem 39 anos e é um repórter de guerra experiente. Até  noite anterior do seu desaparecimento, forneceu à AFP e ao GlobalPost material gravado na província de Idlib, na Síria. O rapto aconteceu no dia 22 de novembro e segundo alguns relatos apurados pela AFP, Foley terá sido raptado junto da cidade de Taftanaz por quatro homens armados que poucos quilómetros a frente libertaram o motorista e o intérprete que seguiam com o jornalista.

Foto postada em julho no blogue do jornalista:  http://www.freejamesfoley.org/

Outro jornalista acompanhava Foley e também está desaparecido. A família deste outro jornalista prefere não divulgar a sua identidade para já, na esperança de que isto possa facilitar sua libertação.

Não é a primeira vez que Foley se encontra desaparecido. Em 2011, passou 43 dias detido na Líbia pelo regime de Muamar Kadhafi. O seu rapto ainda não foi reivindicado até ao momento por nenhuma organização e pode ser responsabilidade de grupos criminosos, de islamitas radicais ou grupos vinculados ao governo.

João Paulo Teixeira