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terça-feira, 4 de março de 2014

Portugal sobe no ranking da liberdade de imprensa

   

De acordo com a Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, divulgada pela organização Repórteres sem Fronteiras, o índice de liberdade de imprensa em Portugal aumentou. Na lista de 180 países analisados em 2013, Portugal ocupa o 28º lugar, uma subida de cinco lugares em relação ao ano anterior. A organização internacional faz o seu relatório a partir de questionários enviados a jornalistas de todo o mundo, que incluem perguntas sobre propriedade dos meios de comunicação, ética profissional e eventuais violações à liberdade de imprensa. 

Fontes:



Beatriz Canto

domingo, 12 de janeiro de 2014

Repórter turco é libertado na Síria, após 40 dias sequestrado


Jornalistas demonstraram contra raptos de jornalistas na Síria. Foto: Today's Zaman
Bunyamin Aygun, do jornal “Milliyet” foi o mais recente caso de rapto, na Síria. O jornalista desapareceu quando foi entrevistar o líder rebelde do grupo jihadista. De acordo com o jornal sírio "Today's Zaman", os responsáveis pelo sequestro seriam do Estado Islâmico no Iraque e Levante, ligado à Al Qaeda.

Centenas de jornalistas turcos manifestaram-se este sábado, em Istambul, para denunciar o desaparecimento de dezenas de colegas que cobriam o conflito na Síria. Os manifestantes, para além de fazer pressão sobre o executivo para obter a libertação de Bunyamin, também apelaram às várias fações sírias, para que estas libertassem todos os jornalistas em cativeiro. Jornalistas mostraram o seu descontentamento, em Istambul e exigiram a libertação do repórter e fotografo turco, que estava sequestrado há 40 dias.
O jornalista Can Ertuna disse que, neste momento, 30 colegas de vários países “estão dados como desaparecidos na Síria. Bunyamin é apenas mais um. Desde o último ano e meio, muitos jornalistas têm medo de ir à Síria, porque já não existe qualquer segurança."

O Instituto Internacional da Imprensa diz que a Síria é o país mais perigoso do mundo para os jornalistas. Em 2013, 16 repórteres foram mortos no exercício da profissão. Segundo a organização "Repórteres Sem Fronteiras", 27 jornalistas perderam a vida na Síria desde o início do conflito, em março de 2011.

Ana Rita Soares e Carolina Sá Pereira

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Correspondente do New York Times na China expulso do país


O repórter do New York Times (NYT) Chris Buckley foi forçado a sair da China depois das autoridades do país terem recusado o prolongamento do seu visto de jornalista para 2013. A decisão de Pequim surge depois da publicação, em Outubro do ano passado, de uma reportagem do NYT que denunciava o aumento da fortuna pessoal do Primeiro Ministro Wen Jiabao. Buckley era correspondente do NYT na China desde Setembro, depois de ter trabalhado no país para a Agência Reuters durante 12 anos.

 (Foto: Cancan Chu, Getty Images)
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) defende que a decisão do Governo Chinês "ameaça o bom funcionamento dos correspondentes estrangeiros" no país e acusou o executivo de Wen Jiabao de tentar "pressionar os órgãos de informação na China para se censurarem a si próprios e se inibirem de cobrir assuntos embaraçosos e sensíveis". A RSF instou ainda as autoridades chinesas a emitir um novo visto a Buckley para que este "possa continuar o seu trabalho sem medo da possibilidade de ser barrado da China".

A expulsão de Buckley do país surge apenas dois meses depois do Governo Chinês ter bloqueado o acesso aos sites do NYT no país em inglês e em chinês. A porta-voz do Times Eileen Murphy manifestou "esperança que o acesso ao jornalismo do NYT na China possa ser retomado brevemente", mas reafirmou a intenção do jornal de "aplicar os mesmos padrões jornalísticos" em todas as plataformas da publicação.

O caso de Buckley veio juntar-se, apenas um ano depois, ao da jornalista americana da Al Jazeera Melissa Chan, que tinha sido expulsa do país depois lhe ser negada a extensão do visto de jornalista sem que Pequim tenha justificado a decisão.

Hugo Dinis e João Paulo Teixeira.