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domingo, 26 de outubro de 2014

Governo turco suspeito na morte de jornalista Serena Shim


O acidente aconteceu este domingo quando a jornalista Serena Shim da “Press TV” regressava de um local de reportagem e o seu veículo embateu contra um camião perto da fronteira da Turquia com a Síria, acabando por matar a repórter. Um outro passageiro que seguia no mesmo carro que Shim ficou em estado grave. A identidade e o paradeiro do camionista responsável pelo acidente permanecem desconhecidos.

Antes da sua morte Shim disse aos colegas que era um dos poucos jornalistas a ter informação acerca da infiltração de militantes do grupo radicalista Takfiri para dentro da Siria, através da fronteira turca. A jornalista de dupla nacionalidade Norte-Americana e Libanesa, tinha sido acusada de espionagem pelo governo turco. Em causa estariam as suas histórias que demonstravam que o governo turco estaria a apoiar os ataques terroristas do Estado Islâmico à cidade de Kobani, na Síria.


Serena Shim era correspondente da PressTV na Turquia. Fonte: PressTV

“Estou a espiar e a trabalhar com a oposição turca, mas é logico que assim o faça… porque esse é o meu trabalho.”, disse a jornalista dias antes de morrer. Shim afirmou ter em sua posse fotografias desses radicalistas a atravessarem a fronteira turca dentro de camiões pertencentes ao Programa Alimentar Mundial e outras organizações não-governamentais. A família da repórter suspeita que as autoridades turcas estiveram por detrás da morte de Shim.

Fontes: FarNews, PressTV1, PressTV2

Cristóvão Carreira e João Mendonça

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Jornalistas atacados com gás lacrimogénio na Turquia


A polícia Turca disparou duas latas de gás lacrimogénio contra jornalistas britânicos da estação BBC. A equipa estava a cobrir a manifestação dos Curdos que protestavam contra a passividade do governo Turco perante a invasão do Estado Islâmico à cidade de Kobani, na Síria.

A manifestação depressa foi dispersa com gás lacrimogéneo para garantir a segurança das pessoas após um rocket ter destruído uma casa do lado da fronteira Turca.

Um polícia a dispara gás lacrimogénio contra os manifestantes. Fonte: Dailymail

Foi durante esse momento que elementos da polícia turca se viraram para os repórteres no local. Momentos após finalizarem a sua peça a equipa da BBC foi recebida com uma lata de gás lacrimogéneo. Já dentro da sua carrinha a equipa voltou a ser atacada com outra lata, desta vez para dentro da carrinha que seguiam, levando à evacuação imediata da mesma.

A carrinha ficou com o vidro traseiro partido e ardeu parcialmente, mas os repórteres não sofreram quaisquer ferimentos.

O momento foi registado pela equipa.



Fontes: BBC, Euronews, Dailymail

João Mendonça  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Jornalistas presos em 2012 atinge valor recorde


Jornal Ilhota
Em 2012, o número de jornalistas presos a nível mundial atingiu um valor recorde, num total de 232 repórteres, de acordo com dados revelados  pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). No dia 1 de Dezembro deste ano, o CPJ registava mais 53 jornalistas presos do que em 2011, sendo este o valor mais elevado desde que a organização começou a realizar a contagem, há 22 anos. 

Os três países com maior número de jornalistas presos são a Turquia com 49 detidos, o Irão com 45 e a China com 32. O diretor executivo do CPJ, Joel Simon referiu que "Estamos a viver numa era em que as acusações de se ser contra o Estado e o rótulo de terrorista se tornaram nos meios preferidos dos governos para intimidar, deter e prender jornalistas", acrescento ainda que "criminalizar a cobertura de tópicos inconvenientes viola, não apenas a lei internacional, mas impede os direitos dos povos do mundo de reunirem, disseminarem e receberem informação independente".

Para combater este problema, Joel Simon defende que "temos de lutar contra governos que procuram cobrir as suas táticas repressivas com a bandeira do combate ao terrorismo. Devemos avançar com mudanças legislativas em países onde o jornalismo crítico está a ser criminalizado e defender todos aqueles que estão na prisão", sendo que "a Internet em si permanece uma plataforma aberta e global".

Tendo em conta que a Turquia é o país mais afectado por esta onda de detenções, o editor da televisão turca Kanal D, Mehmet Ali Birand, afirmou, citado pelo CPJ, que os estatutos legais naquele país "não distinguem entre jornalistas que fazem uso da liberdade de expressão e indivíduos que apoiam terrorismo", apelidando as leis anti-Estado de "uma doença nacional".  O relatório do Comité para a Protecção dos Jornalistas revelou ainda que, pela primeira vez desde 1996, nenhum jornalista da Birmânia se encontrava preso, enquanto Cuba foi o único país das Américas a regressar à lista.

Mauro Carvalho e Tiago Amado