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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Morreu o ilustrador José Vilhena


José Vilhena, reconhecido pelos seus trabalhos como ilustrador e cartoonista, morreu este sábado no Hospital S.Francisco Xavier com 88 anos.

Escritor, pintor, cartoonista e ilustrador. Era nessas vertentes que José Vilhena ridicularizava a realidade política de Portugal na altura. Muitos dos seus livros foram censurados e foi preso três vezes pela PIDE por vender os seus livros sem o consentimento dos vigilantes.

Antes do 25 de Abril, destacam-se obras como História da Pulhice Humana (1961), O Filho da Mãe (1970), e Branca de Neve e os 700 Anões (1962). Após a revolução, José Vilhena foi o fundador das revistas Gaiola Aberta e O Moralista, duas publicações marcadas pela sua corrente satírica.



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Beatriz Cabral

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Grupo Leya deixa de publicar Saramago


Os livros de José Saramago já não vão ser mais publicados pelo Grupo Leya. A fundação José Saramago não descarta a hipótese de ser a mesma a publicar a obra do Nobel português, mas José Sucena disse ao Jornal Público que no início da próxima semana deverá anunciar a nova editora. Até lá estão em contacto com "várias editoras".

O jornal Record deu a noticia que os livros de Saramago deixarão de ser publicados pela editorial Caminho e replica o comunicado da Leya que afirma que "As herdeiras de José Saramago e a Editorial Caminho informam que não foi possível chegar a acordo sobre as condições contratuais que permitiriam continuar a publicar, nesta editora, a obra do escritor. Cessa, por isso, nesta data, a parceria iniciada há 35 anos, com a publicação de A Noite (1979)".

Em declarações ao site TVI24, José Sucena, curador da fundação José Saramago descarta preocupação e afirma "José Saramago, de modo nenhum, fica sem editora em Portugal. Estamos a analisar as diversas hipóteses que se estão a perspectivar, de há um tempo a esta parte, e esperamos encerrar as negociações até meados da semana que vem".

Ariana Martins e Cátia Esteves

sábado, 13 de outubro de 2012

Jornais portuenses em livro


Lançado a 10 de Outubro,
a obra já está disponível para compra
A professora Helena Lima da Universidade do Porto (UP) levou a cabo uma investigação sobre os três grandes jornais da região. A coordenadora do departamento de Jornalismo e Ciências da Comunicação intitulou a obra de "A Imprensa Portuense e os Desafios da Modernização", e nele descreve os percursos do 'Jornal de Notícias', 'O Primeiro de Janeiro' e 'O Comércio do Porto'.

Lançado a 10 de Outubro, o livro corresponde a dois capítulos da tese de doutoramento da Professora Universitária baseada numa investigação que pretende analisar as modificações no jornalismo portuense ao longo do último século.

Em entrevista ao Jornalismo Porto Net, Helena Lima revelou que no decorrer da investigação apercebeu-se de que "os jornais conseguiram encontrar uma dinâmica de êxito com as linhas editoriais que constituíram ao longo de um século, aproximaram-se do público, fidelizaram-no.”

Na obra há ainda destaque para o período salazarista e a época da censura e pós-revolução dos cravos. "Com o 25 de Abril, o JN soube regressar ao seu estilo de proximidade com o público através da linguagem popular e da cobertura de temas da região. Pelo contrário, 'O Primeiro de Janeiro' e 'O Comércio do Porto' não souberam lidar com a opressão política e com a ingerência nas questões editoriais", explicou a autora na mesma entrevista.

João Pimenta e Fábio Fernandes

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Micas 2, Pide 0: quanto valem os valores-notícia?

A propósito da publicação do livro Os Meus 35 Anos com Salazar de Maria da Conceição Rita & Joaquim Vieira, a RTP fez na altura do lançamento (30 de Outubro) uma reportagem desenvolvida no Telejornal. Esta semana, foi a vez da SIC repescar o assunto para o desenvolver numa grande reportagem no Jornal das Oito. Não tenho nada contra. Só prova a tendência jornalística para a personificação, para as histórias de interesse humano, para o valor-notícia “bizarro”: “afinal, o ditador tinha um coração de ouro…”
O meu problema é outro. No mesmo dia 30 de Outubro foi lançado outro livro, da historiadora Irene Pimentel. A obra, com cerca de 500 páginas, resulta de seis anos de trabalho e intitula-se A História da Pide. Tive conhecimento dela, por acaso, através de uma entrevista da Ana Sousa Dias no programa "Janela Aberta", no Rádio Clube. O que a investigação trouxe de novo (valor-notícia!) sobre a polícia política do antigo regime é material mais do que suficiente para várias reportagens televisivas. Mas ainda não vi nenhuma. Assisti apenas, boquiaberta, à forma como a RTP "deu a notícia" no próprio dia 30/10 — em 15 segundos, limitando-se a mostrar a capa do livro. Provavelmente porque este tema não tem rosto de avozinha, como o de “Micas”, que nos pode contar, por exemplo, que Salazar gostava de bacalhau assado com batata a murro…