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sábado, 13 de outubro de 2012

Público despede quase 50 trabalhadores


Desde que foi criado, o "Público" 
apresenta problemas financeiros.
O jornal "Público" anunciou ontem a intenção de despedir 48 trabalhadores, 36 dos quais jornalistas.

O objectivo da Sonaecom, a empresa que detém o jornal, é a poupança de 3,5 milhões de euros por ano, "assegurar a sustentabilidade" e "fortalecer a aposta no digital".

Uma das razões para o despedimento colectivo foi o prejuízo de 1,72 milhões de euros registado pelo jornal, no primeiro semestre deste ano, revela o Correio da Manhã. Ao fim de cinco anos,  o Público apresenta um prejuízo acumulado de 13 milhões de euros, avança o Expresso.

A empresa de Belmiro Azevedo teve lucros de 
38,1 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2012.
Em resposta aos cortes anunciados pela empresa, os trabalhadores decidiram recorrer ao sindicato para tentar travar os despedimentos, através de possíveis greves.

Já no final de 2011, a administração do "Público" impôs um corte salarial aos trabalhores, depois de se terem oposto ao lay-off que afectaria mais de 20 pessoas, por um período de seis meses a um ano, como consta no "Diário Económico".



Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

Crise obriga a despedimentos no “Público”


O Jornal Público, do grupo Sonaecom, anunciou que pretende reduzir o número de funcionários, de modo a diminuir os custos verificados nos últimos cinco anos, que apresentam prejuízos na ordem dos 13 milhões de euros. Com esta medida, a empresa planeia poupar anualmente 3,5 milhões de euros.

O diário tenciona despedir 48 trabalhadores, sendo que 36 são jornalistas e os restantes pertencem a outras áreas da publicação. Entre os jornalistas despedidos, encontram-se alguns históricos da redacção como Bruno Prata, Carlos Pessoa e Luís Francisco. As áreas mais afectadas por este corte foram as de desporto, local e agenda. No total, a redacção sofreu uma redução de 28%, contando agora com 130 jornalistas no seu quadro.

O grupo Sonaecom considerou esta restruturação essencial e inevitável para assegurar "a sustentabilidade e sobrevivência do Público a curto prazo".  A empresa justificou ainda esta decisão, afirmando que as últimas poupanças efectuadas revelaram-se "insuficientes para inverter a tendência dos prejuízos verificados". No entanto, os leitores têm a garantia de continuar a ter "um jornalismo de qualidade e independente".

Depois de uma reunião, os funcionários agendaram um processo de greve com efeitos imediatos. Segundo a Comissão de Trablhadores e Conselho de Redacção, " este despedimento inviabiliza a continuidade do Público enquanto órgão de comunicação social de referência".

Mauro Carvalho e Tiago Amado