segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Meios de comunicação premiados


Fonte: Crianças a torto e a Direitos
O Fórum sobre os direitos das crianças e dos jovens premiou no total cinco reportagens de vários meios de comunicação na categoria de imprensa, rádio e televisão. O prémio recebeu o nome "Os Direitos das crianças em notícia" e foi entregue no dia 20 de Novembro na Assembleia da República.

Na categoria de televisão foram as "Mães discriminadas", da jornalista Sandra Machado Soares, da RTP1, que arrecadou o primeiro lugar juntamente com "Um dia vou ficar português", da SIC com autoria da jornalista Susana André. A TSF levou consigo o prémio na categoria de rádio com a reportagem "Nascer outra vez" da jornalista Noémia Novais.

Por sua vez, o jornal Público e a revista Máxima foram os vencedores na categoria de imprensa. O jornal ganhou com a reportagem "Sim, vou deixar-te morrer" publicada pela jornalista Sofia da Palma Rodrigues a 23 de Fevereiro de 2014. Partilhou a vitória com "Não amam nem deixam amar", reportagem das jornalistas Carla Marina Mendes e Isabel Stilwell, de Maio de 2014.

Fonte: Público

O Diário do Alentejo recebeu uma menção honrosa pela reportagem "Onde estão os meus terapeutas?", publicada pela jornalista Bruna Frederico Soares.

Em comum, todos os trabalhos vencedores tiveram como objectivo mostrar que os direitos das crianças nem sempre são garantidos e sensibilizar a opinião pública para "uma nova cultura da criança enquanto sujeito de direitos", pode ler-se no jornal Público.

O prémio foi criado com o apoio do Montepio e tem um valor de 6000 euros dividido pelas três categorias.

Ana Catarina, Marta Mendes e Patrícia Franco

Crianças portuguesas estão viciadas em smartphones


As raparigas são as que mais usam smartphones. fonte:dailymail
Um estudo revelou que as crianças e os jovens portugueses sentem-se menos aborrecidos e mais próximos dos amigos quando usam um smartphone, fazendo pouco para diminuir a dependência. 501 alunos entre os 9 e os 16 anos foram inquiridos, com 174 a utilizarem diariamente o smartphone e 104 um tablet. Quem mais usa smartphones são as raparigas.  

Os resultados nacionais apontaram para o uso excessivo de smartphone entre os menores, cerca de 57%, superando a média europeia de 48%. Portugal só é ultrapassado pelo Reino Unido com uma média de 65%. 

Mais de metade da amostra, 373 crianças e jovens, são provenientes de lares com estatuto socioeconómico baixo.O acesso ao aparelho surge aos 11 anos, nos rapazes, e aos 13, nas raparigas, indicou a investigação. 

De acordo com o estudo, 86% das crianças e dos jovens sentem-se menos aborrecidos quando usam um smartphone e 85% mais próximos dos amigos. 58% dos inquiridos responde que "nunca ou quase nunca" tentou gastar menos tempo a usar o telemóvel.

76% das crianças portuguesas têm um perfil numa rede social, uma percentagem apenas ultrapassada por Dinamarca,81%, e Roménia, 79%. Os resultados serão discutidos na conferência Crianças e Meios Digitais Móveis em Portugal, que decorre a 28 e 29 de Novembro, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa.

Fontes: Publico,JN,TVI

Bruno Perdigão, Cristóvão Carreira e João Mendonça

Fotógrafo americano transforma crianças em pequenos idosos

Crianças protagonizam velhice
Segundo Zachary Scott, a idade é apenas um número, pelo que a velhice poderá apenas ser vista como uma mudança de mentalidade. Este fotógrafo juntou seis crianças e recorreu à sua imaginação e a um pouco de Photoshop para mostrar como é ser idoso. A criação do artista serviu de ilustração a um artigo do New York Times, com o conceito de Envelhecimento Reverso.

Este trabalho de Zachary Scott descreve a velhice como a evolução de mentalidade. Para ele, a ideia era que o público colocasse em causa os números que avançam com o aumento da idade, e para isso nada melhor do que recorrer a crianças.

O fotógrafo transformou seis crianças em pequenas replicas dos seus “eu” do futuro, sendo que o objectivo final desta criação era mostrar que a velhice representa nada mais do que uma palavra.

O resultado final contou com a imaginação do fotógrafo americano, mas também com o recurso da roupa típica da faixa etária em questão, um pouco de caracterização com recurso a maquilhagem e alguma edição de imagem em Photoshop.

Fonte: Notícias ao Minuto, New York Times
Imagem: New York Times

Ana Colecas e Catarina Roque

Jornalistas do Publico distinguidas pela ex aequo


associação gays e lésbicas
Prémios Média rede ex aequo 2014
Ana Dias Cordeiro e Andreia Sanches foram premiadas pela rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros. As jornalistas do Publico foram distinguidas pelos seus textos sobre a temática da homossexualidade.

Ana Dias Cordeiro foi premiada pelo seu texto, publicado a 26 de Outubro deste ano, sobre uma mãe mexicana que viu o seu filho tornar-se mulher.

Andreia Sanches foi distinguida pelo seu trabalho publicado em Julho, que revela como a protecção de menores lida com jovens gays e lésbicas.

Na 10ª edição destes prémios, outros trabalhos foram premiados entre eles argumentos de novelas nacionais e um videoclip do artista Zé Manel.

A entrega dos prémios terá lugar no dia 8 de Dezembro no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal. A entrada é livre.

Fontes: Público; Rede ex aqueo; AMI;
Imagem

André Contente e Bruna Gonçalves

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Passa horas no smartphone? Cuidado com a Postura SMS


Quem passa várias horas ao longo do dia a enviar mensagens, no Facebook, no Instagram, ou a enviar e receber e-mails, anda muito possivelmente a exercer demasiada pressão na coluna, e sobretudo no pescoço.

Segundo um estudo, a força exercida no pescoço de um adulto quando está a olhar para baixo, em direção ao telemóvel, pode chegar aos 27 quilos.

O termo (Postura SMS) foi criado por Kenneth Hansraj, um cirurgião ortopédico que calculou o impacto que a postura - cabeça para a frente e ombros caídos - causa no ser humano. Hansrai encontrou o valor utilizando um modelo computacional de coluna de um ser humano e publicou o estudo na revista Surgical Technology International.

Para compreender a gravidade da situação, pode imaginar o que é carregar um 8 miúdo de anos, à volta do pescoço, várias horas por dia. Já imaginou? É igual.

O cirurgião responsável pelo estudo vê muitos pacientes debruçados sobre os dispositivos, o que pode resultar em dor nas costas e no pescoço, o que causa uma sensação de stress contínua.

Quando um paciente seu não parava de ter problemas, o médico descobriu que ele passava quatro horas por dia a jogar no iPad, com a cabeça inclinada para baixo. Assume-se como não sendo contra a tecnologia, mas avisa que devemos ter mais noção da postura durante o uso dos diferentes aparelhos.

O segredo, para si, está na posição do smartphone em relação ao corpo do utilizador.

Algumas recomendações passam por elevar o ecrã a uma altura boa para o pescoço, de forma a não proporcionar demasiado tempo sob stress.

O artigo chegou agora ao fim.
Para si, que o leu num smartphone ou tablet, como está agora o seu pescoço? Pense nisso.

Fontes: TVI24, Jornal I, Notícias ao Minuto
Fonte da Imagem: TVI24

Afonso Araújo






Novo tablet traduz linguagem gestual


O novo tablet Uni com criação em São Francisco pela motionsavvy e com a ajuda da LeapMotion, uma tecnologia que reconhece gestos em movimento, este tablet traz a possibilidade aos surdos de comunicar sem limitações, alterando a linguagem gestual para áudio e o som para texto escrito.

Funciona com duas câmaras e projecta imagens dos gestos da pessoa surda num espaço virtual em 3D. O sistema modifica a linguagem gestual para áudio e, através do reconhecimento de voz, transforma o som em texto. Os utilizadores vêem o que aparece na câmara, possibilitando a correcção  de sinais gestuais errados ou informação importante perdida na conversação com outra pessoa.



O Uni está constantemente a acrescentar novos gestos, com a ajuda da função SignBuilder, que são partilhados com todos os que usem este tablet, através da funcionalidade CrowdSign. “Isso permite que o UNI forneça periodicamente grandes actualizações no dicionário e rapidamente aumente o número de sinais gestuais que estão no dicionário e que passam a ser reconhecidos pelo sistema”, explica a empresa no seu site, para mais tarde ser possivel a conversão de texto e som para linguagem gestual.

Por enquanto este aparelho só entende 300 palavras, pretendendo até à próxima primavera aumentar para 15 000. Neste momento só reconhece a lingua inglesa e em tablets que já tenham o software.

Este tablet vai custar por pre-ecomenda por 198 dólares (156 euros), além da mensalidade de 16 € por mês para actualizações do vocabulários.

Catarina Catalo

Acordo ortográfico em tribunal

Desde que foi estabelecido no Brasil, em janeiro de 2009, o novo “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” gerou muita polémica por causa das regras em relação à ortografia das palavras, particularmente no uso do hífen.

O acordo ortográfico surgiu da necessidade de unificar a língua portuguesa, falada por cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. A decisão pretende facilitar o intercâmbio cultural entre os países lusófonos. Em 1990, na capital portuguesa, a Academia Brasileira de Letras (ABL), e a Academia das Ciências de Lisboa (ACL) e representantes de países como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe assinaram o acordo, sendo que, em 1993, deveria ter sido publicado o “Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa” (VOCLP).

Mas esta solução tornou-se um problema, porque mais de uma centena de personalidades de diversas áreas – incluindo académicos, escritores, músicos, actores e políticos de vários quadrantes – intentou, no Supremo Tribunal Administrativo, uma acção judicial popular contra a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) ao sistema de ensino público, do ensino primário ao secundário.

Fernando Paulo Baptista, filólogo que publicou um livro em que analisa o modo como a aplicação do AO90, ao impor “a supressão arbitrária” das consoantes “c” e “p”, contribuiu para distanciar a ortografia portuguesa das principais línguas europeias, do castelhano, francês, italiano ou romeno ao inglês e alemão.

Este mesmo conjunto de pessoas interpôs também um requerimento à Procuradora-Geral da República, solicitando que o Ministério Público intente uma acção pública contra a "imposição inconstitucional" do AO90.

Se a acção popular vier a obter uma decisão favorável do tribunal, a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 nos vários escalões do ensino público, do 1.º ao 12.º ano, será considerada ilegal.

Fontes: Público; ISTOÉ; abola

Vânia Valente