segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pedro Santos Guerreiro vence segunda edição do prémio de excelência em Jornalismo Económico


Foto: debaixo dos arcos
Pedro Santos Guerreiro, director do Jornal de Negócios ganhou o Prémio de Excelência em Jornalismo Económico 2012, levado a cabo pela Ordem dos Economistas. Entre os nomeados estavam José Gomes Ferreira, subdirector da SIC, Paulo Ferreira, editor de economia da RTP, e André Macedo, director do Dinheiro Vivo.
O director do Jornal de Negócios tem um MBA pela Universidade Nova de Lisboa e é licenciado pelo Instituto Superior de Gestão. Pedro Santos Guerreiro iniciou a sua carreira de jornalista em 1996, no jornal Semanário, tendo sido um dos fundadores do Jornal de Negócios em 1997, do grupo Cofina.

O ano passado, na sua primeira edição, Pedro Santos Guerreiro já tinha sido nomeado para o Prémio de Excelência em Jornalismo Económico, juntamente com o director do Diário Económico, António Costa, Cristina Ferreira do Jornal Público e José Gomes Ferreira (ex-sub-editor de Economia do Público). No entanto, a grande vencedora foi Cristina Ferreira. tal como sucedeu na edição anterior, os nomeados deste ano foramescolhidos por um júri composto pelo actual bastonário da Ordem dos Economistas, Rui Martinho, e por quatro ex-ministros das Finanças  (Jacinto Nunes, João Salgueiro, Teixeira dos Santos e Miguel Beleza).

O Prémio Excelência Jornalismo Económico é uma iniciativa da Ordem dos Economistas, com o patrocínio do Banco Espírito Santo, cujo objectivo é “distinguir os jornalistas que melhor tenham contribuído, com trabalhos publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses, para a afirmação de um jornalismo económico de referência e de excelência”.

Mauro Carvalho e Tiago Amado

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Fotojornalista norte-americano absolvido de desobediência à autoridade


O fotojornalista Carlos Miller foi absolvido pelo tribunal do condado de Miami-Dade, no estado da Flórida, depois de ter sido acusado de desobediência às autoridades e resistência à detenção quando tentatava tirar fotografias do protesto de Occupy Miami em Janeiro passado.
A Chefe de Polícia de Miami-Dade, Nancy Perez, no momento da detenção de Carlos Miller (Foto: Carlos Miller)
Após a detenção, a polícia local confiscou a máquina fotográfica de Miller e apagou alguns dos seus conteúdos, entre os quais um vídeo que documentava o seu encontro com a polícia. Ainda assim, o fotojornalista conseguiu recuperar algumas das fotografias eliminadas pela polícia, que ajudaram a provar a sua inocência.

O advogado de Miller, Santiago Lavandera, defendeu no julgamento o direito do seu cliente de reportar o protesto "dentro dos limites legais", sem que seja "levado a cobrir o que a polícia quer que seja visto", ainda que tenha admitido que Miller tenha utilizado alguma linguagem excessiva.

No seu site oficial, Miller congratulou-se com a sua absolvição e voltou a apelidar de "mentiras contínuas" as declarações feitas pela Chefe da Polícia de Miami-Dade, Nancy Perez.

João Paulo Teixeira e Hugo Dinis.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Prisão de jornalista indiano gera polémica


Protestantes indianos reuniram-se no estado sulista de Karnataka para contestar a prisão do jornalista Naveen Soorinje. O repórter televisivo foi detido pelas autoridades indianas depois de ter filmado um grupo de activistas Hindu a atacar raparigas que confraternizavam com um grupo de rapazes na cidade de Mangalore, no estado de Karnataka.

Grupos indianos de jornalistas contestaram a detenção e enviaram uma missiva às autoridades locais (Foto: Spoorthi Ullal)
O jornalista foi acusado de cumplicidade com o ataque de Julho, mas alega que está a ser alvo de ataques por ter "denunciado o fracasso da administração local em lidar com casos de policiamento moral e ataques às minorias por parte de grupos extremistas Hindu". O estado de estado de Karnataka, no sul do país, está sob domínio do partido nacionalista Hindu Bharatiya Janata (BJP).

A detenção tem gerado contestação por parte de grupos de defesa dos direitos humanos e de representantes de jornalistas. O juiz reformado e activista de direitos humanos M Saldhana apontou o dedo à "promiscuidade existente entre as polícias locais e as organizações radicais de direita", defendendo ainda o "direito do jornalista de cumprir os seus deveres profissionais".

Um grupo de jornalistas, activistas e políticos enviou uma carta aberta ao Ministro de Estado R Ashok e ao Comissário do Distrito de Mangalore Chennappa Gowda, apelidando a prisão de um "ataque à liberdade de imprensa" e apelando às autoridades estaduais para "intervir e tomar as acções apropriadas". Taranath Kapikad, jornalista de Janshree, em declarações em Mangalore, considerou que "a responsabilidade de apurar a verdade dos factos recai sobre a polícia local".

O comissário policial da cidade de Mangalore defendeu a actuação da polícia, afirmando que esta apenas se limitou a "cumprir as ordens do tribunal".

Hugo Dinis e João Paulo Teixeira.

domingo, 11 de novembro de 2012

Qual a influência da crise nos Media?


Esta foi a questão central em debate na 3ª edição da Conferência Media do Futuro, promovida pelo Jornal Expresso e pela SIC Notícias, que contou com a presença, entre outros, de José Alberto Carvalho, José Pacheco Pereira, Pedro Norton e Francisco Pinto Balsemão.

A crise económica pode ter impacto na qualidade do jornalismo, pois, segundo o jornalista José Alberto Carvalho, "temos um mercado pequeno, com uma crise de publicidade e uma crise de consumo, pelo que penso que vamos ser forçados a reinventar as nossas atividades", alterações essas que poderão colocar "seríssimos riscos" à "prática do jornalismo".

Foto: www.dinheirovivo.pt
No discurso de abertura, Francisco Pinto Balsemão falou do caso da RTP e do seu futuro, afirmando que "apesar das propostas do Governo, nomeadamente uma possível concessão, o futuro do canal irá depender da receita de publicidade atribuída à empresa responsável pela gestão". O responsável pelo grupo Impresa, reprovou ainda a maneira como foi conduzido o processo de Implementação da TDT em Portugal, defendendo que "o processo condenou as televisões generalistas a serem o parente pobre da televisão".

Na opinião de José Pacheco Pereira, "uma parte importante da crise da comunicação social tem a ver com a incapacidade de fazer um jornalismo para o presente". De acordo com o historiador, a causa deste problema é "a realidade socioeconómica do país" não corresponder "ao mundo vivido pelos jornalistas". O também comentador político alertou ainda para a existência de "interesses de grupos económicos que trazem uma agenda política que implica a proteção de interesses de nações que têm ditaduras".

Fontes: Jornal Expresso, Jornal Digital

Mauro Carvalho e Tiago Amado

sábado, 10 de novembro de 2012

Crise abala práticas jornalísticas


A crise económica, a queda das receitas publicitárias, o baixo consumo e o estado dos grupos de comunicação social foram os temas que marcaram a terceira edição da conferência "Media do Futuro", promovida pelo Expresso e pela SIC Notícias.

José Alberto Carvalho, diretor de informação da TVI afirma que "temos um mercado pequeno, com uma crise de publicidade e uma crise de consumo, pelo que penso que vamos ser forçados a reinventar as nossas atividades com muito menos tranquilidade e a uma velocidade muito mais acelerada do que noutros países.”

Outro tema abordado na conferência foi a “Qualidade do jornalismo e as condições para o seu exercício” visto que "uma parte importante da crise da comunicação social tem a ver com a incapacidade de fazer um jornalismo para o presente" porque "a realidade socioeconómica do país" não corresponde "ao mundo vivido pelos jornalistas" afirmou o historiador José Pacheco Pereira.

Pedro Norton, presidente executivo do grupo Impresa, durante a discussão do tema "Mudar para o digital sem perder os valores tradicionais dos media" salientou que "o que nos está a ser pedido é gerir um conjunto de tensões que são brutais" pois enquanto se luta para saldar a dívida o mercado publicitário está em decadência.

Acrescentou que "existe a pressão imediatista sobre os resultados trimestrais ou mensais" quando é preciso que estas empresas deem espaço à criatividade e experimentação dentro das redacções o que aumenta a instabilidade social e laboral.

Naida Seixas

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“O maior objectivo é agarrar o público”


Walter Dean criador do Comittee of Concerned Journalists.
Walter Dean, jornalista da CBS, deu uma formação aos jornalistas da SIC, Expresso e Visão. O professor do Project for Excellence in Journalism avisou que os desafios dos jornalistas são muitos.

Dean disse que a existência de centenas de estações de televisão tem vindo a deteriorar a qualidade da informação, e fragmentar as escolhas do público. Esta elevada quantidade de informação provocou uma crise nos media e, por isso, é cada vez mais necessário tornar interessantes as notícias importantes.

“Dar às pessoas a informação que elas precisam para tomarem as melhores decisões sobre as suas comunidades, o seu país e o seu governo”, explicou o professor à Visão.

Outro desafio discutido pelos jornalistas foi as notícias que interessam, ou não, ao público. O professor considera que os jornalistas de televisão criaram mitos sobre as audiências e que os tele-espectadores se interessam por poucos assuntos e, especialmente, por notícias sensacionais, coisas assustadoras ou crimes. “Nós, jornalistas, tínhamo-nos tornado muito poderosos e, para ser franco, arrogantes. Éramos tão independentes que nem ouvíamos o público.”

Este desajustamento entre a informação que é dada e a informação que o público quer receber, fez com que a Internet seja a plataforma mais procurada.



Internet vs Edição em Papel

A internet proporciona aos leitores o poder de escolher a informação desejada. “Veja-se o caso de The New York Times, hoje com um milhão de leitores na edição em papel e 22 milhões na Internet”, esclareceu Walter Dean. A Internet contribuiu para a descida de venda de jornais e acabou por dar origem ao jornalismo cívico em muito maior escala.

Esta discussão teve lugar em Outubro, no edifício do grupo Impresa. O país já tinha recebido o jornalista da CBS em Lisboa, para discutir o ‘direito laboral no jornalismo’ e ‘os novos media’, segundo o Fórum de Jornalistas.

Soraia Ribeiro e Mariana Carvalho

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Jornalista que denunciou contas na Suíça absolvido


O Tribunal de Atenas absolveu hoje o jornalista grego Costas Vaxevanis, que tinha sido acusado de violar informações pessoais ao publicar uma lista de 2.000 pessoas com contas bancárias na Suíça.

A absolvição do jornalista de televisão que publica investigações jornalísticas na revista "Hot Doc", foi conhecida após uma sessão que se prolongou durante as últimas 12 horas e depois do Ministério Público ter pedido uma condenação de três anos de prisão.

Vaxevanis disse que expôs as duas mil identidades no exercício do jornalismo e acusou ministros e políticos de terem sido responsáveis, nos últimos dois anos, pela ocultação da lista de pessoas com contas nos bancos suíços e que não pagaram impostos sobre os rendimentos.

Vaxevanis foi detido no domingo e era acusado de invasão da privacidade e incorria numa pena que poderia chegar aos três anos de prisão, caso fosse condenado.

Fonte: Diario de Noticias

Eduardo Sousa