sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lusa luta pelo "direito à informação"


Lusa em defesa da democracia
A greve dos trabalhadores da Lusa vai durar até ao próximo Domingo, dia 21 de Outubro, prolongando-se por quatro dias.

A manifestação dos jornalistas e colaboradores da agência noticiosa chega depois de um corte de financiamento para a Lusa, apresentado no Orçamento de Estado para o próximo ano. O contrato do programa de serviço público de informação vai sofrer um corte de 30,9%, para 13,2 milhões de euros, contrastando com os 19,1 milhões de euros recebidos em 2012.

Sobre o corte anunciado, o Sindicato dos Jornalistas comunicou que “o que está em causa é a ameaça de uma enorme redução da capacidade da Lusa em acompanhar o pulsar do Mundo e do País”, concluindo que o que “está ameaçado é o direito dos cidadãos à informação”.

Durante os próximos dias serão várias as formas de protesto contra as medidas apresentadas pelo Orçamento de Estado. Os profissionais da informação estiveram ontem (dia 18) junto à presidência do Conselho de Ministros, durante a reunião semanal do Governo e hoje espera-se uma manifestação junto ao Parlamento em conjunto com o jornal Público.

João Pimenta e Fábio Fernandes

sábado, 13 de outubro de 2012

Jornais portuenses em livro


Lançado a 10 de Outubro,
a obra já está disponível para compra
A professora Helena Lima da Universidade do Porto (UP) levou a cabo uma investigação sobre os três grandes jornais da região. A coordenadora do departamento de Jornalismo e Ciências da Comunicação intitulou a obra de "A Imprensa Portuense e os Desafios da Modernização", e nele descreve os percursos do 'Jornal de Notícias', 'O Primeiro de Janeiro' e 'O Comércio do Porto'.

Lançado a 10 de Outubro, o livro corresponde a dois capítulos da tese de doutoramento da Professora Universitária baseada numa investigação que pretende analisar as modificações no jornalismo portuense ao longo do último século.

Em entrevista ao Jornalismo Porto Net, Helena Lima revelou que no decorrer da investigação apercebeu-se de que "os jornais conseguiram encontrar uma dinâmica de êxito com as linhas editoriais que constituíram ao longo de um século, aproximaram-se do público, fidelizaram-no.”

Na obra há ainda destaque para o período salazarista e a época da censura e pós-revolução dos cravos. "Com o 25 de Abril, o JN soube regressar ao seu estilo de proximidade com o público através da linguagem popular e da cobertura de temas da região. Pelo contrário, 'O Primeiro de Janeiro' e 'O Comércio do Porto' não souberam lidar com a opressão política e com a ingerência nas questões editoriais", explicou a autora na mesma entrevista.

João Pimenta e Fábio Fernandes

Trabalhadores da Lusa em vigília contra cortes e despedimentos


Cortes na Lusa põem em risco o "papel da Lusa", segundo o SJ
Os funcionários da Agência noticiosa Lusa entraram em vigília na passada segunda feira, dia 8 de Outubro, contra os cortes de 30% no financiamento da empresa anunciados pelo Governo. O anúncio do executivo lançou suspeitas junto da Comissão de Trabalhadores (CT) de futuros despedimentos na Agência.

Dezenas de trabalhadores concentraram-se junto das instalações da empresa, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem contra a decisão do executivo de reduzir o orçamento da Lusa no contrato-programa para 2013. Com este corte, a Agência passará a dispôr de um total de 10,8 milhões de euros anuais.

O Ministro Miguel Relvas confirmou os cortes na Lusa
Um elemento da CT da Lusa considerou que os cortes colocam em causa o serviço público desempenhado pela empresa, deixando a sua "viabilidade em risco". O Sindicato de Jornalistas defendeu, em comunicado, "o papel fundamental e estratégico" da Lusa "no espaço de língua portuguesa e na difusão internacional da cultura portuguesa e lusófona". A CGTP mostrou-se igualmente solidária e condenou a desvalorização em curso do serviço público que a empresa presta ao país, apelando à unidade em torno dos sindicatos.

No dia 3 de Outubro, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas recebeu a CT da Agência Lusa e confirmou os cortes de cerca de 30% no financiamento da Agência previamente anunciados.

Hugo Dinis e João Paulo Teixeira

Público despede quase 50 trabalhadores


Desde que foi criado, o "Público" 
apresenta problemas financeiros.
O jornal "Público" anunciou ontem a intenção de despedir 48 trabalhadores, 36 dos quais jornalistas.

O objectivo da Sonaecom, a empresa que detém o jornal, é a poupança de 3,5 milhões de euros por ano, "assegurar a sustentabilidade" e "fortalecer a aposta no digital".

Uma das razões para o despedimento colectivo foi o prejuízo de 1,72 milhões de euros registado pelo jornal, no primeiro semestre deste ano, revela o Correio da Manhã. Ao fim de cinco anos,  o Público apresenta um prejuízo acumulado de 13 milhões de euros, avança o Expresso.

A empresa de Belmiro Azevedo teve lucros de 
38,1 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2012.
Em resposta aos cortes anunciados pela empresa, os trabalhadores decidiram recorrer ao sindicato para tentar travar os despedimentos, através de possíveis greves.

Já no final de 2011, a administração do "Público" impôs um corte salarial aos trabalhores, depois de se terem oposto ao lay-off que afectaria mais de 20 pessoas, por um período de seis meses a um ano, como consta no "Diário Económico".



Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

Público dispensa 48 trabalhadores


O jornal Público anunciou através de um comunicado esta quarta-feira que irá proceder a despedimento de 48 funcionários, entre os quais 36 jornalistas, para poupar cerca de 3,5 milhões de euros por ano. Este despedimento foi justificado pela administração da Sonaecom como fazendo parte de um plano de reducção de custos.

Neste comunicado o jornal divulgou que nos primeiros seis meses deste ano, o mercado dos jornais generalistas em Portugal vendeu menos 29 mil exemplares por dia face ao mesmo período do ano de 2011. Outro dos factores foi a quebra de 29 % das receitas publicitárias dos jornais nos últimos nove meses.

A direcção do Público afirmou que embora tenha feito acordos com os trabalhadores ao longo do tempo o futuro do jornal vai passar pelo formato digital, pois as reducções que foram feitas não foram suficientes para inverter o crescente prejuízo.

Os trabalhadores preparam-se para responder a esta dispensa através de uma greve. A comissão de Trabalhadores e o Conselho de Redacção do Público apresentaram uma moção para que se inicie o processo de greve com o intuito de impedir o despedimento anunciado pelo jornal.

Fontes: Meios e Pulicidade, Público

Marcelo Miranda e Sérgio Moitas

Jornal i, o mais premiado nos prémios ÑH


O jornal i foi o título português mais distinguido nos prémios ÑH. Conquistou duas medalhas de ouro, dez de prata e oito menções honrosas em várias categorias. Sendo ainda eleito o mais bem desenhado da Península Ibérica, na categoria com mais de 50 mil exemplares e o jornal de Leiria, na categoria até 15 mil exemplares, também ganhou o prémio de mais bem desenhado.

O jornal Público conquistou seis prémios e duas menções honrosas. Entre eles estão o de melhor capa de revista, pela capa do suplemento 2 dedicada à crise grega, e o de melhor site com p3.publico.pt (na categoria de menos de 12 milhões de visitantes). A revista Turbo saiu premiada dos ÑH com a distinção mais importante (prata, já que não houve ouro) na categoria de redesign gráfico. Sábado e Diário de Notícias também foram contemplados com várias distinções.

Os prémios ÑH, que distinguem o melhor design editorial de Portugal e Espanha, são organizados pela secção espanhola da Society for News Design. O encontro decorreu de 3 a 5 de Outubro, entre os 11 membros do júri na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, em Pamplona, Espanha. Em concurso estava 2.543 trabalhos, dos quais 236 eram em suporte online.

Sandra Maciel

Crise obriga a despedimentos no “Público”


O Jornal Público, do grupo Sonaecom, anunciou que pretende reduzir o número de funcionários, de modo a diminuir os custos verificados nos últimos cinco anos, que apresentam prejuízos na ordem dos 13 milhões de euros. Com esta medida, a empresa planeia poupar anualmente 3,5 milhões de euros.

O diário tenciona despedir 48 trabalhadores, sendo que 36 são jornalistas e os restantes pertencem a outras áreas da publicação. Entre os jornalistas despedidos, encontram-se alguns históricos da redacção como Bruno Prata, Carlos Pessoa e Luís Francisco. As áreas mais afectadas por este corte foram as de desporto, local e agenda. No total, a redacção sofreu uma redução de 28%, contando agora com 130 jornalistas no seu quadro.

O grupo Sonaecom considerou esta restruturação essencial e inevitável para assegurar "a sustentabilidade e sobrevivência do Público a curto prazo".  A empresa justificou ainda esta decisão, afirmando que as últimas poupanças efectuadas revelaram-se "insuficientes para inverter a tendência dos prejuízos verificados". No entanto, os leitores têm a garantia de continuar a ter "um jornalismo de qualidade e independente".

Depois de uma reunião, os funcionários agendaram um processo de greve com efeitos imediatos. Segundo a Comissão de Trablhadores e Conselho de Redacção, " este despedimento inviabiliza a continuidade do Público enquanto órgão de comunicação social de referência".

Mauro Carvalho e Tiago Amado