sábado, 13 de outubro de 2012

Trabalhadores da Lusa em vigília contra cortes e despedimentos


Cortes na Lusa põem em risco o "papel da Lusa", segundo o SJ
Os funcionários da Agência noticiosa Lusa entraram em vigília na passada segunda feira, dia 8 de Outubro, contra os cortes de 30% no financiamento da empresa anunciados pelo Governo. O anúncio do executivo lançou suspeitas junto da Comissão de Trabalhadores (CT) de futuros despedimentos na Agência.

Dezenas de trabalhadores concentraram-se junto das instalações da empresa, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem contra a decisão do executivo de reduzir o orçamento da Lusa no contrato-programa para 2013. Com este corte, a Agência passará a dispôr de um total de 10,8 milhões de euros anuais.

O Ministro Miguel Relvas confirmou os cortes na Lusa
Um elemento da CT da Lusa considerou que os cortes colocam em causa o serviço público desempenhado pela empresa, deixando a sua "viabilidade em risco". O Sindicato de Jornalistas defendeu, em comunicado, "o papel fundamental e estratégico" da Lusa "no espaço de língua portuguesa e na difusão internacional da cultura portuguesa e lusófona". A CGTP mostrou-se igualmente solidária e condenou a desvalorização em curso do serviço público que a empresa presta ao país, apelando à unidade em torno dos sindicatos.

No dia 3 de Outubro, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas recebeu a CT da Agência Lusa e confirmou os cortes de cerca de 30% no financiamento da Agência previamente anunciados.

Hugo Dinis e João Paulo Teixeira

Público despede quase 50 trabalhadores


Desde que foi criado, o "Público" 
apresenta problemas financeiros.
O jornal "Público" anunciou ontem a intenção de despedir 48 trabalhadores, 36 dos quais jornalistas.

O objectivo da Sonaecom, a empresa que detém o jornal, é a poupança de 3,5 milhões de euros por ano, "assegurar a sustentabilidade" e "fortalecer a aposta no digital".

Uma das razões para o despedimento colectivo foi o prejuízo de 1,72 milhões de euros registado pelo jornal, no primeiro semestre deste ano, revela o Correio da Manhã. Ao fim de cinco anos,  o Público apresenta um prejuízo acumulado de 13 milhões de euros, avança o Expresso.

A empresa de Belmiro Azevedo teve lucros de 
38,1 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2012.
Em resposta aos cortes anunciados pela empresa, os trabalhadores decidiram recorrer ao sindicato para tentar travar os despedimentos, através de possíveis greves.

Já no final de 2011, a administração do "Público" impôs um corte salarial aos trabalhores, depois de se terem oposto ao lay-off que afectaria mais de 20 pessoas, por um período de seis meses a um ano, como consta no "Diário Económico".



Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

Público dispensa 48 trabalhadores


O jornal Público anunciou através de um comunicado esta quarta-feira que irá proceder a despedimento de 48 funcionários, entre os quais 36 jornalistas, para poupar cerca de 3,5 milhões de euros por ano. Este despedimento foi justificado pela administração da Sonaecom como fazendo parte de um plano de reducção de custos.

Neste comunicado o jornal divulgou que nos primeiros seis meses deste ano, o mercado dos jornais generalistas em Portugal vendeu menos 29 mil exemplares por dia face ao mesmo período do ano de 2011. Outro dos factores foi a quebra de 29 % das receitas publicitárias dos jornais nos últimos nove meses.

A direcção do Público afirmou que embora tenha feito acordos com os trabalhadores ao longo do tempo o futuro do jornal vai passar pelo formato digital, pois as reducções que foram feitas não foram suficientes para inverter o crescente prejuízo.

Os trabalhadores preparam-se para responder a esta dispensa através de uma greve. A comissão de Trabalhadores e o Conselho de Redacção do Público apresentaram uma moção para que se inicie o processo de greve com o intuito de impedir o despedimento anunciado pelo jornal.

Fontes: Meios e Pulicidade, Público

Marcelo Miranda e Sérgio Moitas

Jornal i, o mais premiado nos prémios ÑH


O jornal i foi o título português mais distinguido nos prémios ÑH. Conquistou duas medalhas de ouro, dez de prata e oito menções honrosas em várias categorias. Sendo ainda eleito o mais bem desenhado da Península Ibérica, na categoria com mais de 50 mil exemplares e o jornal de Leiria, na categoria até 15 mil exemplares, também ganhou o prémio de mais bem desenhado.

O jornal Público conquistou seis prémios e duas menções honrosas. Entre eles estão o de melhor capa de revista, pela capa do suplemento 2 dedicada à crise grega, e o de melhor site com p3.publico.pt (na categoria de menos de 12 milhões de visitantes). A revista Turbo saiu premiada dos ÑH com a distinção mais importante (prata, já que não houve ouro) na categoria de redesign gráfico. Sábado e Diário de Notícias também foram contemplados com várias distinções.

Os prémios ÑH, que distinguem o melhor design editorial de Portugal e Espanha, são organizados pela secção espanhola da Society for News Design. O encontro decorreu de 3 a 5 de Outubro, entre os 11 membros do júri na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, em Pamplona, Espanha. Em concurso estava 2.543 trabalhos, dos quais 236 eram em suporte online.

Sandra Maciel

Crise obriga a despedimentos no “Público”


O Jornal Público, do grupo Sonaecom, anunciou que pretende reduzir o número de funcionários, de modo a diminuir os custos verificados nos últimos cinco anos, que apresentam prejuízos na ordem dos 13 milhões de euros. Com esta medida, a empresa planeia poupar anualmente 3,5 milhões de euros.

O diário tenciona despedir 48 trabalhadores, sendo que 36 são jornalistas e os restantes pertencem a outras áreas da publicação. Entre os jornalistas despedidos, encontram-se alguns históricos da redacção como Bruno Prata, Carlos Pessoa e Luís Francisco. As áreas mais afectadas por este corte foram as de desporto, local e agenda. No total, a redacção sofreu uma redução de 28%, contando agora com 130 jornalistas no seu quadro.

O grupo Sonaecom considerou esta restruturação essencial e inevitável para assegurar "a sustentabilidade e sobrevivência do Público a curto prazo".  A empresa justificou ainda esta decisão, afirmando que as últimas poupanças efectuadas revelaram-se "insuficientes para inverter a tendência dos prejuízos verificados". No entanto, os leitores têm a garantia de continuar a ter "um jornalismo de qualidade e independente".

Depois de uma reunião, os funcionários agendaram um processo de greve com efeitos imediatos. Segundo a Comissão de Trablhadores e Conselho de Redacção, " este despedimento inviabiliza a continuidade do Público enquanto órgão de comunicação social de referência".

Mauro Carvalho e Tiago Amado

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Curso de Jornalismo na Lusófona: novidades 2012/13


Inglês, fotojornalismo, estágio curricular, horários diurnos compatíveis com um trabalho em part-time: são estas as novidades para o ano letivo 2012/13 da licenciatura em Comunicação e Jornalismo. Cinco anos após a abertura em 2007, a Direção do Curso fez um balanço, ouviu professores e alunos e introduziu as mudanças que fazem sentido. Assim, passam a existir aulas de inglês ao longo de cinco semestres, reservando-se o sexto para o fotojornalismo. Lança-se também a possibilidade de realizar um estágio curricular, integrado na avaliação do curso. Não menos importante – especialmente no contexto económico atual – os horários diurnos da Licenciatura em Comunicação e Jornalismo da Lusófona vão ser arrumados das 8.00 às 13.00, libertando as tardes para a eventual conciliação com um trabalho em part-time. A partir de Setembro, estudar jornalismo na Lusófona será uma aposta ainda melhor!


Juntar sonhos ao jornalismo

Partilhamos aqui um texto da Sara Cabral, licenciada em Comunicação e Jornalismo, que está a fazer um interrail do qual vai dando notícia na Visão online.

Actualmente, conseguir vingar no mundo jornalístico não é fácil. O mercado está cheio e, como um dia me disseram, parece que “as redacções não precisam” de nós. Mas, ficar parado à espera que tudo nos caia aos pés não é, a meu ver, a solução ideal para conseguirmos mostrar que podemos ser bons profissionais na área para a qual estudámos. É na geração desenrascada que está o futuro, e não naqueles que se lamentam por estarmos todos, de facto, “à rasca”.


É, então, importante, mostrarmos trabalho mesmo sem nos pedirem, procurar portas abertas mesmo que estas nos pareçam trancadas. E esta pró-actividade deve começar logo na altura da faculdade, quando ainda há tempo para tudo, sem muitas preocupações, porque, quando terminamos e sentimos não só o calor da responsabilidade, como muitas das espectativas defraudadas, tudo se torna ainda mais complicado.

Desde que completei o curso de Comunicação e Jornalismo, na Universidade Lusófona, em Setembro de 2011, que não tenho parado, a troco de nada, ou quase nada. Faço-o por amor à camisola.

O meu último projecto encontra-se agora em desenvolvimento, para a Visão online – trata-se de uma série de crónicas de viagem, cujo objectivo é levar os leitores a percorrer a Europa comigo, de comboio. O interrail que estou a fazer era um sonho de pequenina, no qual vi a oportunidade de realizar, em meu nome, um plano jornalístico interessante. Foram muitos os contactos que tive que fazer até chegar às pessoas certas. Mas, quando as encontrei, não as pude deixar escapar. Encontrar alguém que dê uma oportunidade a uma (pseudo-) jornalista não é fácil e, muitas vezes, a luta acabou por ser desesperante – as faltas de resposta são constantes e a falta de informação também é muita. Mas, se actualmente, é até bastante cansativo, também é verdade que é muito recompensador. Muito mesmo.

Conseguir juntar pequenos prazeres pessoais a trabalhos para o jornalismo pode ser um pequeno truque válido para ingressar, aos pouco, na área. Ou, pelo menos, para sermos conhecidos no meio jornalístico – o que nos permite deixar de ser simples estagiários (quase) anónimos. O projecto que estou a desenvolver é só mais um pequeno extra que transporto na minha mochila, que me possibilita juntar a paixão de conhecer o mundo àquilo que espero que seja o meu futuro profissional. Os pequenos sacrifícios, se é que os posso chamar assim, que me obrigo a fazer para escrever este ou aquele texto, acabam por ser parte integrante da minha viagem. E, sem eles, isto não faria tanto sentido.

Acompanhem as aventuras desta que é A experiência de uma vida aqui.