domingo, 27 de novembro de 2011

Festival Luso-Brasileiro abre as suas portas no dia 4 de Dezembro


A 15º edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro decorre entre 4 e 11 de Dezembro, com um arranque dedicado a António Carlos Jobim. O objetivo deste ano é conseguir um contraponto entre autores consagrados e novos valores de cinematografias portuguesas e brasileiras.

A própria organização diz que o certame procura apresentar "propostas da mais pura ousadia em contacto direto com a segurança narrativa dos mestres", numa "mistura feliz que procura a abrangência de públicos".

O filme "A Música segundo Tom Jobim", do realizador Nelson Pereira dos Santos - convidado de honra no festival -, protagonizará a abertura do Festival. O realizador pertence ao movimento do Cinema Novo Brasileiro, e tem nas suas costas títulos como "Rio 40 Graus" e "Vidas Secas".

Por sua vez, o encerramento do certame caberá ao filme "As Canções", do realizador Eduardo Coutinho, autor de "Cabra Marcado Para Morrer". É considerado o mais influente documentarista brasileiro com a filmografia "mais sólida" na produção do seu país.

Entre a exibição de "A Música segundo Tom Jobim" e a apresentação de "As Canções", a 15º edicção reparte-se por dois eixos estruturantes: a competição e os seus programas paralelos.

Estarão a concurso seis longas-metragens e 30 curtas, distribuidas em partes iguais por autores de Portugal e do Brasil. Nas longas-metragens participará o conhecido Karim Ainouz, o cineasta mais premiado em Santa Maria da Feira, e nas curtas destacará a presença de Michael Wahrmann, que venceu a edição de 2010 com o filme "Oma".

Quanto à restante programação do festival, destaca-se ainda uma homenagem póstuma a Pedro Hestnes (feita por vários realizadores que trabalharam com esse ator português) e uma retrospetiva sobre o brasileiro Gustavo Spolidoro, que, no início da sua carreira, "nutria um gosto muito particular pela construção de ficções em plano sequência" e entretanto "migrou para o documentário".

Os principais protagonistas da secção "Sangue Novo" serão Carlos Conceição ("Docs") e Gonçalo Tocha ("É na Terra não é na Lua").



Fontes: Diário Digital/Lusa, Cine-Clube da Feira (Santa Maria da Feira)

Ignacio Mallebrera Pisa

sábado, 26 de novembro de 2011

José Manuel Fernandes afirma que governo deve ter pouco espaço para intervir na RTP


O jornalista e membro do grupo de reflexão do serviço público José Manuel Fernandes considerou que é necessário haver presença do Estado na RTP mas com limites, no debate "O Futuro da RTP: Informação ou Propaganda?".

Fernandes acredita que para se garantir liberdade e o pluralismo na RTP é preciso assegurar "mais operadores e mais pontos de vista". "Não acredito numa intervenção garantido abstractamente um pluralismo medido ao milímetro" sublinha.

Para o jornalista acreditar num pluralismo puro é fachada. Ainda para mais porque as pessoas "acedem à informação" que está "cada vez mais pulverizada" e "menos dependente dos meios de informação tradicionais." "Estou atento ao que se está a passar e levei isso em conta" afirma José Manuel Fernandes.

No debate sobre o futuro da RTP, Azeredo Lopes lançou a polémica quando afirmou que é lamentável o português em que o relatório está escrito. Para o ex-presidente da ERC não compreende a "lógica discursiva do documento" porque há "contradições flagrantes". Vai mais longe e afirma que não consegue "perceber quem escreveu o quê e quem escreveu". Azeredo Lopes deu como exemplo o erro em considerar um CD um Media ou a confusão entre Governo e Estado, para além de erros históricos existentes no relatório.

José Manuel Fernandes não reagiu bem e considerou inaceitável acusarem o grupo de ignorantes. Acusou Azeredo de ter dito "preconceitos sobre o serviço público" e realçou que o relatório têm conclusões de consenso. "Quando há sete pessoas que fazem um texto em comum, não é o texto de cada uma das pessoas", esclarece.

O futuro da RTP em debate no DN - TV & Media - DN

Gonçalo Correia e João Costa

Media passam mensagem contra a violência doméstica


Com o IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica foi lançada uma campanha nacional que terminará em 2013 para combater a violência doméstica. Os números registados são chocantes, nos últimos cinco anos morreram 176 mulheres vítimas deste crime, e em 2011 já foram registadas 23 mortes. Uma em cada três vítimas permanece mais de dez anos na relação.

Vários meios vão ser utilizados para fazer passar a mensagem. Um mini filme de quarenta segundos passa na televisão e internet, também jornais, rádios e cartazes nos autocarros chamam a atenção das pessoas. As imagens da nova campanha contra a violência doméstica da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género (CIG) chocam quem as vê por serem agressivas, violentas, reais e prometem não deixar ninguém indiferente.

Este anúncio é dirigido às mulheres que são vítimas deste crime, e apela para que não acreditem em "juras de mudança" ou "palavras doces". Na maioria dos casos, o agressor não muda, e a mensagem passada é "Não tenhas esperança".

Os media têm a função de informar, mas também de sensibilizar as pessoas para os problemas da sociedade. Estes actos de violência são considerados crime, e têm de ser denunciados. Com esta "união" entre CIG e os media, pretende-se reduzir o número de vítimas de violência doméstica.

Fonte: Diário de Notícias online

Melissa

Balsemão acusa os empresários da comunicação social de "meterem o jornalismo na gaveta"


Francisco Pinto Balsemão na APDC
Num discurso do XXI Congresso das Comunicações da APDC sobre Media e Convergência, Francisco Pinto Balsemão falou da crise actual. O empresário aproveitou para criticar os "falsos empresários de comunicação social" que “meteram o jornalismo na gaveta”.

O patrão da SIC alerta que “mais do que nunca, em plena crise” o jornalismo autêntico, profissional e livre é fundamental e, deixa fortes críticas àqueles que surgiram nos últimos tempos no panorama mediático com “iniciativas de todo o tipo”, até de alcançar êxito a todo o custo.

Quantificar o Futuro foi o tema deste ano
“Como no tempo do salazarismo, continuam a existir políticos e empresários ou candidatos a empresários que julgam que os media podem e devem ser meros instrumentos a utilizar para a prossecução dos seus interesses económicos ou de influência”, continuou Francisco Pinto Balsemão. Cada vez mais, os políticos e os jornalistas criam alianças “estranhas” e forçam a publicação ou não de notícias, entrevistas, artigos de opinião e até aberturas de telejornais. Ao passo que os “falsos empresários da comunicação social” vendem o apoio dos media em troca de favores noutras áreas, tudo isto tentando passar por cima dos jornalistas.

Segundo o jornal Público, o dono de títulos como o Expresso e a Visão não tem dúvidas, “quem pensa assim está a mais na área dos media.”

Ana Rita Silva

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Brincadeira de jornalista acaba em despedimento


A jornalista russa Tatiana Limanova mostrou o dedo do meio em directo no jornal daquele país enquanto falava de uma notícia sobre Barack Obama.

O canal russo REN-TV anunciou a demissão de Tatiana Limanova por ter mostrado o dedo do meio em pleno directo. Para agravar ainda mais a situação, a notícia da qual se referia era sobre a participação do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama no Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) no Havai e o gesto foi visto por milhares de espectadores.

Num comunicado, a direcção do canal explicou que “o gesto era dirigido aos operadores de câmara e não ao Presidente norte-americano.” No mesmo comunicado diz ainda que a emissora "considera (o gesto) uma grosseira violação das regras de disciplina, e falta de profissionalismo” o que justifica plenamente a decisão.

Tatyana Limanova mostrando o dedo para Obama from null on Vimeo.

Luis Cuco e Daniel Ramos

Fonte: Diário de Noticias

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Judite de Sousa entrevista mulher que acusou Strauss-Khan


Foto por Bixintx
Judite de Sousa conversou com Tristane Banon, a mulher que acusou Dominique Strauss-Khan de tentativa de violação. A entrevista passa na TVI esta sexta-feira à noite.

A mulher responsável pelo mais que provável fim da carreira política do antigo director do Fundo Munetário Internacional (FMI), em entrevista com a directora-adjunta da TVI explica qual era a relação que tinha com Strauss-Khan e porque se manteve tanto tempo calada.

Em entrevista exclusiva à TVI, que será exibida no "Jornal das 8" da estação da Media Capital, Tristane Banon conta a sua verdade sobre a alegada tentativa de violação do ex-director do FMI.

Esta acusação custou a saída de Dominique Strauss-Khan da direcção do organismo financeiro europeu e o fim do sonho de concorrer contra Nicolas Sarkozy à presidência da república de França.

Em França, o processo já foi arquivado pelos tribunais, apesar de terem reconhecido que houve tentativa de agressão sexual por parte do socialista francês.

Veja um vídeo da CBS sobre a acusação:


Fonte: Diário de Notícias (DN)

Frederico Daniel

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Serviços mínimos de 50% na Carris e na STCP no dia 24 de Novembro


A greve geral ainda não começou e já está marcada pela polémica. Sem haver consenso entre a Carris e a STCP e os respectivos sindicatos, o tribunal arbitral decidiu na sexta-feira decretar serviços mínimos de 50% para as principais carreiras de transportes públicos rodoviários.

A decisão surpreendeu tudo e todos, e até o Presidente do Conselho Económico e Social (CES), Silva Peneda. Os sindicatos apresentaram recurso, mas vai ser julgado mais tarde, no Tribunal da Relação.

Decretar serviços mínimos de 50% é tanto mais polémico quando na greve geral de há um ano o mesmo tribunal arbitral decidiu impor serviços mínimos, além do transporte de deficientes.

A arbitragem deste processo considera que esta solução protege o direito à greve e assegura um funcionamento mínimo das carreiras consideradas indispensáveis para os cidadãos durante o período de greve, uma decisão com voto vencido do representante dos trabalhadores, que discordou da percentagem de carreiras mínimas para o dia 24.

Fonte: DN

Luís Catarino; Tiago Fernandes