sexta-feira, 14 de maio de 2010

A Comunicação Social na Suécia

O Instituto Sueco (SI) — organismo público com a missão de difundir conhecimentos sobre a Suécia no estrangeiro — publicou um estudo sobre o consumo da Comunicação Social que classificou os suecos “consumidores em larga escala”, uma vez que a população deste país dedica muito tempo aos mass media (6h por dia) em relação às outras.

Ana Cláudia Silva
Ana Margarida Araújo
Cátia Pereira
Filipa Lopes

Edição: Miguel Morelli

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Comissão adia para a próxima semana votação do relatório sobre liberdade de expressão

A comissão parlamentar de Ética sobre Liberdade de Imprensa decidiu adiar para a próxima semana a votação do relatório sobre liberdade de expressão para que possam ser incorporadas mais propostas de clarificação, entre as quais as do PSD. Lembre-se que esta comissão iria propor esta terça-feira à Assembleia da República a adopção de uma legislação "que contribua para um quadro de maior transparência" tanto no plano da utilização dos recursos públicos como na intervenção dos interesses privados.

Rui Costa

Manual de segurança para jornalistas que vão cobrir o Mundial 2010

Os jornalistas que vão viajar para a África do Sul para cobrir o Mundial de Futebol já têm acesso às medidas de segurança a tomar durante o torneio. O manual criado pela INSI (International News Safety Institute) aconselha, por exemplo, a não andar sozinho à noite, preferir o alojamento em hotéis em vez de casas privadas e não esquecer de verificar se o telemóvel tem sempre bateria.

Daniel Ramos

Associação Mundial de Jornais cancela congresso anual em Beirute

A Associação Mundial de Jornais e Editoras de Notícias anunciou hoje o cancelamento do Congresso Internacional de Imprensa e o Fórum Mundial de Editoras, que teriam lugar de 7 a 10 de Junho em Beirute, devido à incapacidade da organização libanesa de suportar os custos e garantir a segurança.

O Fórum Mundial de Editoras ficou adiado para 6 a 8 de Outubro e será realizado em paralelo com uma exposição agendada para Hamburgo, Alemanha. A Associação Mundial de Jornais e de Editoras de Notícias representa mais de 18 mil publicações em todo o mundo, 15 mil sites e mais de 3 mil empresas em cerca de 120 países.

Melissa Completo
Rodrigo Albernaz

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fazer jornalismo com imagens

O fotógrafo russo Sergey Maximishin, duas vezes vencedor do World Press Photo, vem a Portugal nos meses de Junho e Julho orientar o programa de formação intensivo em fotojornalismo,“Picture Story in Photojournalism”, promovido pelo Atelier da Imagem do Instituto de Fotografia de Lisboa. O curso desenrola-se em dez dias consecutivos e terá como língua oficial o inglês. Integra aulas teóricas e o desenvolvimento paralelo de um projecto prático. A ética profissional, o relacionamento com as publicações e a promoção e venda de trabalho fotojornalístico, são alguns dos assuntos a abordar. Dirigido a estudantes de fotografia e fotógrafos profissionais com interesse na área do fotojornalismo, o curso tem as inscrições abertas para um máximo de 15 lugares disponíveis. Custa 780 euros.

Melissa Completo

O jornalismo antes e depois do 25 de Abril

“Ensino do Jornalismo & Identidade Profissional” é o tema do seminário que decorre nos dias 6 e 20 de Maio, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ). O seminário conta com dois painéis, sendo que o primeiro – que decorre hoje à noite – aborda o ensino e a identidade dos jornalistas portugueses antes do 25 de Abril, moderado por Carla Baptista, docente da FSCH-UNL e da Universidade Lusófona. A segunda conferência, a 20 de Maio, debate o ensino e a identidade dos jornalistas portugueses após o 25 de Abril e é moderado por Renato Mendes, jornalista e investigador do CIMJ.

Tomás Tim-Tim

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Como Cobrem os Jornalistas as Catástrofes?

Os jornalistas António Antunes, Cândida Pinto, José Manuel Rosendo, Patrícia Fonseca e Paulo Moura reuniram-se a 10 de Abril, para uma conferência sobre cobertura jornalística de catástrofes, no Auditório Vítor de Sá, na Universidade Lusófona, organizada pela Licenciatura em Comunicação e Jornalismo. A conferência foi moderada por Carla Martins, que destacou o trabalho dos repórteres no Haiti e na Madeira.

A primeira intervenção foi feita por Patrícia Fonseca, repórter da revista Visão, que esteve no Haiti, referindo-se à impossibilidade de se fazer o planeamento essencial à preparação de uma reportagem, devido às dificuldades que se encontram no terreno como dormir, comer ou cobrir a catástrofe, o que perturba a ordem natural das coisas. Por outro lado, a gestão das emoções é um obstáculo com que o jornalista se depara, pois tem que lidar com a morte, tristeza e lágrimas.

Viver “um filme”
A conferência continuou com a intervenção de António Antunes, repórter de imagem da RTP, que esteve também destacado no Haiti. O jornalista retomou a questão do planeamento e as dificuldades sentidas no local, em termos de deslocação. Sublinhou ainda o problema da humidade que dificulta o funcionamento dos materiais, e a segurança, que num caso como este, é pouca. “Parecia que estava num filme”, explicou.

Por sua vez, Cândida Pinto, jornalista da SIC, SIC Notícias e Expresso, destacou a solidariedade entre jornalistas no local, onde as trocas de impressões são importantes, mas tentando cada um manter o seu trabalho e a autonomia do meio de comunicação social que representa. Referiu também que o jornalista neste tipo de situação, tem que viver o dia-a-dia, porque pensa-se numa história e depois surgem outras mais fortes.

“O jornalismo nunca é inocente”
Paulo Moura, jornalista do Público, esteve no Haiti e na Madeira. Contrariamente aos testemunhos anteriores, afirmou que os cenários de catástrofe são o “paraíso do jornalista”, no sentido em que o jornalista se depara com a morte, violência e o insólito, ingredientes necessários para se fazer bom jornalismo, pelos padrões ocidentais. Declarou-se também a favor de se mostrar a morte nas catástrofes e na guerra, dizendo que “o jornalismo nunca é inocente” e deve mostrar a realidade tal como ela é.

Por fim, José Manuel Rosendo, jornalista da Antena 1 que esteve na Madeira, explicou que hoje em dia colocar um repórter no local é considerado um luxo pelas direcções dos media, quando devia ser uma necessidade. Não ser sensacionalista na cobertura de uma catástrofe ou em qualquer trabalho que realize, defendeu, faz parte do capital do jornalista e o único garante do seu maior bem: a credibilidade. “Quando esta se perde, só muito dificilmente um jornalista a recupera”, garantiu. No final da intervenção, deixou um conselho aos futuros jornalistas presentes na sala. “Não tenham pressa. É muito importante saber dizer não. Mais vale subirem mais devagar, ganharem menos numa fase inicial da vossa carreira, mas dormirem com a consciência tranquila à noite”.

Tomás Tim-Tim