Está em construção uma rede jornalística global para a religião. O objetivo é
“fornecer uma cobertura equilibrada das principais religiões do mundo”, explicam
em comunicado as quatro entidades responsáveis, entre as quais se
encontra a agência noticiosa Associated Press. O projeto intitula-se Global
Religion Journalism e é financiado pela Lilly Endowment, uma fundação privada
de filantropia. O investimento quase atinge os cinco milhões de dólares, para
um período de 18 meses.
“Coração D’Ouro” e “Mar Salgado”, telenovelas da SIC com produção da SP Televisão, foram distinguidas na terça-feira, 19 de abril, com medalhas de ouro e bronze, respetivamente, na gala de entrega de prémios do “New York Festival’s World’s Best TV & Film”, em Las Vegas. Portugal consegue dois galardões na primeira vez que é finalista no Festival, que este ano contou com a presença de 50 países. Escrita por Pedro Lopes, “Coração D’Ouro” está em exibição, enquanto “Mar Salgado”, de Inês Gomes, saiu da grelha televisiva da SIC no ano passado.
Seis projectos portugueses de jornalismo online foram seleccionados pelo Google na primeira ronda de financiamento do fundo de inovação digital lançado pela empresa. A multinacional americana, através do fundo europeu Digital News Initiative, aposta um total de 1,890 milhões de euros na área dos media. Não foram revelados oficialmente quais as propostas financiadas, mas sabe-se que Lusa, PÚBLICO, Jornal de Notícias, Observador e Jornal de Negócios estão entre os seleccionados.
Um estudo da consultora Cision revela que desde o início do ano foram publicados quase 900 mil artigos com referências a Portugal nos meios de comunicação social online de mais de 190 países. Uma pesquisa que percorreu mais de 310 milhões de publicações e que aponta como temas principais de cobertura o desporto, a economia, o turismo e a política. Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Angola lideram as notícias sobre a realidade portuguesa. Os resultados estão sintetizados na infografia criada pela Cision, “Portugal nos media online mundiais”.
O Facebook é o negócio de
media com crescimento mais rápido em todo mundo, segundo a consultora
ZenithOptimedia. As receitas da área de media registaram um crescimento de 63%,
impulsionadas pelo aumento das vendas de ‘smartphones' e ‘tablets', o que fez
disparar as visitas de utilizadores e a oferta de publicidade. Apesar disso, a
empresa de Mark
Zuckerberg ocupa a décima posição do ranking internacional de empresas
de media. A Google mantém-se a maior empresa do sector e aumentou a distância
para a Disney, a segunda classificada. Os dados revelados pela ZenithOptimedia reportam
a 2013, último ano em que os resultados de todas as empresas de capital aberto
estão disponíveis.
A 10
de Agosto foi publicado um cartoon no Diário de Notícias sobre o ébola. Mais do
que retratar a violência do vírus, a imagem espelhou a diferença de tratamento da comunicação social perante os casos
registados em África, em relação aos do Ocidente.
Na altura a caricatura retratou uma realidade distante, mas tudo mudou com o caso da enfermeira espanhola infectada, ao mostrar uma Europa alarmada, receosa, e com respostas pouco eficazes para os casos suspeitos.
André Carrilho, possivelmente desconhecido para a maioria, é um dos nomes obrigatórios quando se fala de cartoons ou ilustrações. O português já teve o seu nome no jornal Público, e agora assina de forma periódica cartoons no Diário de Notícias.
Requisitado por publicações estrangeiras como o The New York Times, The New
Yorker ou Vanity Fair, ganhou ainda vários prémios nacionais e internacionais.
Apesar da caricatura ter saído numa edição em papel do DN há já dois meses, a verdade é que foi nas últimas duas semanas que a imagem se tornou viral nas redes socias, como o Facebook e o Twitter, e que foi também alvo de análises de jornais e sites noticiosos.
Acerca da desigualdade de tratamento com os doentes portadores do vírus em África, face aos do Ocidente, o artista concretizou melhor a sua ideia ao Mic Online: “As
pessoas no continente africano são mais olhadas como uma estatística abstrata
do que como um paciente nos Estados Unidos ou na Europa”.
A 12 de outubro, André Carrilho publicou o seu segundo
cartoon sobre o tema, o vírus ébola, no Diário de Notícias. Desta vez, a imagem retrata o pânico
gerado no transporte de passageiros via aérea e nos perigos de contágio associados.
"Our leaders need to be held accountable", says journalist Heather Brooke. And she should know: Brooke uncovered the British Parliamentary financial expenses that led to a major political scandal in 2009. She urges us to ask our leaders questions through platforms like Freedom of Information requests - and to finally get some answers.
Heather Brooke is a freelance journalist, freedom of information campaigner and professor of journalism at City University London. In 2005, she filed one of the very first requests under the UK's Freedom of Information Act, asking to see the expense reports of Members of Parliament. The request was blocked, modified and refiled, and blocked again...but the years-long quest to view expense documents, and the subsequent investigation, led to 2009's parliamentary expenses scandal. The scandal led to the first forced resignation of the Speaker of the House in 300 years.
A partir desta semana os utilizadores de telemóveis e tablets passam a ter a possibilidade de ler revistas e jornais através de uma nova aplicação do Google.
A nova aplicação chama-se Google Play Quiosque, é gratuita e inclui artigos completos de jornais internacionais, como o New York Times, o Financial Times e o Wall Street Journal. É possível ainda aceder a revistas como a Vanity Fair e a Wired. Os media são quem mais ganha com esta nova funcionalidade. O acesso aos artigos passa a ser contabilizado e os mesmos podem ter acesso pré-pago.
Esta nova aplicação faz com que os assuntos mais vistos pelos utilizadores apareçam na selecção inicial. O utilizador após ter consultado cada artigo, fica com os conteúdos guardados no aparelho, para mais tarde poder consultar, mesmo que não tenha acesso à Internet.
A Google dá um passo à frente com esta nova aplicação na competição com a Apple e a Amazon, que já dispunham de aplicações idênticas para a leitura e venda de publicações.
O jornal The Guardian foi galardoado pelo grupo de direitos civis Liberty devido aos seus artigos sobre espionagem por parte do GCHQ e da NSA. O jornal britânico foi nomeado voz independente do ano na gala anual da Liberty em Londres na passada Segunda-feira.
As revelações do The guardian acerca da espionagem das comunicações entre políticos internacionais foram baseadas em documentos tornados públicos pelo ex-funcionario da NSA, Edward Snowden. A atribuição do prémio reconheceu a “coragem necessária para denunciar as injustiças, enquanto outros mantêm o silencio, para tomar uma posição quando ninguém mais tem a coragem para o fazer e para priorizar a verdade acima de tudo o resto.”
O diretor da Liberty, Shami Chakrabarti, disse que “independentemente da posição acerca da vigilância, as pessoas e o seu parlamente têm o direito de a debater e não pode existir debate acerca do desconhecido”. Chakrabarti acrescentou ainda que “Numa época de mentiras, dizer a verdade parece revolucionário.”
O editor do The guardian, Alan Rusbridger, recebeu o prémio e disse que o que preocupava Edward Snowden era o facto de “estarmos a caminhar para uma sociedade em que uma infraestrutura de vigilância total estava a ser construída sem ninguém se dar conta e sem existir discussão pública”. Rushbridger mostrou-se orgulhoso pelo galardão que distinguiu o jornal pelo contributo no estimulo do debate sobre a vigilância e a espionagem.
Media have played an increasingly vital role in transforming societies and, now, a new book explains how technology is further revolutionizing the way citizens and journalists access and share information.
In Citizens Rising: Independent Journalism and the Spread of Democracy, David Hoffman makes the case that nowadays media activists, armed with cell phones and other devices, have the power to influence their environment - from reducing conflict to improving governance.
“The shift from media controlled by a few, to media owned by all of us portends a revolution as great as that which followed the invention of the printing press,” says Hoffman.
David Hoffman is the President Emeritus and Founder of Internews, a global non-profit organization that fosters independent media and access to information worldwide. Internews was co-founded by Hoffman in 1982.
NBC News chief foreign correspondent Andrea Mitchell calls the book “a riveting, exhilarating exploration of how new media and old are changing the world.”
O antigo editor executivo na chefia da RTP do Porto, João Fernando Ramos, pôs o seu lugar à disposição por não concordar com a forma como o director
de Informação, Paulo Ferreira, conduziu o processo de avaliação. João Fernando
Ramos foi afastado do cargo na passada sexta-feira.
Segundo o Jornal de Notícias, os problemas na televisão pública aumentaram com a falta de confiança dos jornalistas da RTP na direcção
de informação. A equipa de Paulo Ferreira recebeu um voto de confiança da equipa
de chefia e de coordenação de Lisboa. Por outro lado, nas equipas do Porto esse
voto de confiança já não existiu, não havendo consenso. João Ramos, apesar de abandonar o antigo cargo, manteve-se
como pivô do jornal das 19, na RTP Informação.
Em declarações ao Diário de Notícias, João Ramos disse que “Eu
era editor-executivo e não sabia da existência de qualquer lista que estava a
ser elaborada. Em consciência coloquei o meu lugar à disposição. É uma questão
de coerência.”
If anyone knows the power of Twitter for journalism, it's Erica Anderson, who helps journalists and public figures make the most of the platform.
Anderson is a product manager for Twitter who launched an online toolkit for journalists called Twitter for Newsrooms. She also co-produced the first online Town Hall session for Barack Obama, when he became the first U.S. President to live tweet.
"I look at Twitter as a fundamental tool to break and share news, to drive conversation around what interests you and to engage your audience", she said and here are her tips how journalists can take full advantage of this platform:
Send in tweets via SMS - Having your Twitter account linked to your mobile phone can be helpful when you're reporting from the field. Just text "START" or "SIGNUP" to a country-specific code and you can start texting tweets directly to your timeline.
Nevermind the number of characters, just craft the best tweet you can.
Build a relationship between the newsroom and what its journalists are tweeting.
Use clients like TweetDeck to "find the signal in the noise." - TweetDeck, which Twitter bought in 2011, is a tool that lets you monitor multiple topics, searches and accounts in a streamlined way. But the real power in this tool lies in its ability to filter information by a number of factors, letting you mute the topics by word or user that are irrelevant to the conversation.
Hashtag away. - Anderson said Twitter's research shows that hashtags help to pump up visibility. "Never have an event without hashtag," Anderson said. "It’s the most obvious place that a hashtag is really useful."
Use Twitter for crowdsourcing campaigns. - If your newsroom wants to engage its audience in conversation about a specific issue, have the outlet's core Twitter handle join forces with individual journalists’ accounts.
Os grupos angolanos Newshold, Masemba, e Filmdrehtsich detêm
cada vez mais acções nos media portugueses. Embora sejam participações
minoritárias, apostam nas empresas de maior expressão no mercado. Cofina,
Impresa e Prisa são grupos já detidos parcialmente por empresas angolanas. Isabel dos Santos,
filha do presidente angolano, vai ainda fundir, com o apoio da Sonaecom, a
Optimus e a ZON.
As
inscrições para a primeira edição dos Prémios Comunicação Meios & Publicidade
terminam a 8 de Junho. O concurso divide-se por nove áreas e 33 categorias. A
área dos Media tem como jurados Ricardo Costa, do Expresso, Graça Franco, da Rádio Renascença, e Vítor Gonçalves da RTP.
Os vencedores são conhecidos no início de Julho.
A crise económica, a queda das receitas publicitárias, o baixo consumo e o estado dos grupos de comunicação social foram os temas que marcaram a terceira edição da conferência "Media do Futuro", promovida pelo Expresso e pela SIC Notícias.
José Alberto Carvalho, diretor de informação da TVI afirma que "temos um mercado pequeno, com uma crise de publicidade e uma crise de consumo, pelo que penso que vamos ser forçados a reinventar as nossas atividades com muito menos tranquilidade e a uma velocidade muito mais acelerada do que noutros países.”
Outro tema abordado na conferência foi a “Qualidade do jornalismo e as condições para o seu exercício” visto que "uma parte importante da crise da comunicação social tem a ver com a incapacidade de fazer um jornalismo para o presente" porque "a realidade socioeconómica do país" não corresponde "ao mundo vivido pelos jornalistas" afirmou o historiador José Pacheco Pereira.
Pedro Norton, presidente executivo do grupo Impresa, durante a discussão do tema "Mudar para o digital sem perder os valores tradicionais dos media" salientou que "o que nos está a ser pedido é gerir um conjunto de tensões que são brutais" pois enquanto se luta para saldar a dívida o mercado publicitário está em decadência.
Acrescentou que "existe a pressão imediatista sobre os resultados trimestrais ou mensais" quando é preciso que estas empresas deem espaço à criatividade e experimentação dentro das redacções o que aumenta a instabilidade social e laboral.
Walter Dean, jornalista da CBS, deu uma formação aos jornalistas da SIC, Expresso e Visão. O professor do Project for Excellence in Journalism avisou que os desafios dos jornalistas são muitos.
Dean disse que a existência de centenas de estações de televisão tem vindo a deteriorar a qualidade da informação, e fragmentar as escolhas do público. Esta elevada quantidade de informação provocou uma crise nos media e, por
isso, é cada vez mais necessário tornar interessantes as notícias
importantes.
“Dar às pessoas a informação que elas precisam para tomarem as melhores decisões sobre as suas comunidades, o seu país e o seu governo”, explicou o professor à Visão.
Outro desafio discutido pelos jornalistas foi as notícias que interessam, ou não, ao público. O professor considera que os jornalistas de televisão criaram mitos sobre as audiências e que os tele-espectadores se interessam por poucos assuntos e, especialmente, por notícias sensacionais, coisas assustadoras ou crimes. “Nós, jornalistas, tínhamo-nos tornado muito poderosos e, para ser franco, arrogantes. Éramos tão independentes que nem ouvíamos o público.”
Este desajustamento entre a informação que é dada e a informação que o público quer receber, fez com que a Internet seja a plataforma mais procurada.
Internet vs Edição em Papel
A internet proporciona aos leitores o poder de escolher a informação desejada. “Veja-se o caso de The New York Times, hoje com um milhão de leitores na edição em papel e 22 milhões na Internet”, esclareceu Walter Dean. A Internet contribuiu para a descida de venda de jornais e acabou por dar origem ao jornalismo cívico em muito maior escala.
Esta discussão teve lugar em Outubro, no edifício do grupo Impresa. O país já tinha recebido o jornalista da CBS em Lisboa, para discutir o ‘direito laboral no jornalismo’ e ‘os novos media’, segundo o Fórum de Jornalistas.
A News International do grupo de media de Rupert Murdoch, "viu" mais um jornalista (já é o sexto) ser detido pela Scotland Yard. O editor do tablóide “The Sun”, Jamie Pyatt é suspeito de ter pago subornos a agentes da polícia, para conseguir informações confidenciais como contactos da família Real britânica.
O jornal "The Guardian" avançou que foi preso o jornalista, de 48 anos, editor do noticiário local The Sun desde 1987. É o sexto a ser detido na sequência da “Operação Elveden”, montada em Julho para investigar acusações de corrupção a elementos da polícia e jornalistas do News of the World.
A Scotland Yard deteve Pyatt um dia após ter confirmado 5800 vítimas de escutas ilegais envolvendo jornais, mais duas mil do que as que tinham sido admitidas anteriormente. Quanto aos subornos, a quantia recebida pelos agentes da polícia está estimada em 130 mil libras (151 mil euros).
A 10ª Declaração Conjunta adoptada o mês passado pelos quatro relatores especiais de quatro instituições internacionais, entre as quais se encontra a ONU, denuncia que a liberdade de expressão pode estar em causa e não só em Portugal. Foi lançado um comunicado que indica as dez principais ameaças entre as quais se destacam: o aumento do controlo governamental sobre os media; leis cíveis e criminais sobre difamação, injúria e ofensa que penalizam declarações factuais ou opiniões; o acesso limitado à Internet por parte de camadas da população vulneráveis.
A consultora Deloitte lançou a 9ª edição do estudo “TMT Predictions”, que analisa as tendências dos sectores de Tecnologia, Media e Telecomunicações para 2010. Entre as previsões apontadas para o sector dos meios de comunicação social, uma das mais surpreendentes é a que aponta para a possibilidade de a imprensa conseguir inverter os maus resultados que se têm verificado nos últimos anos, através de modelos de negócio mistos que incluam pay walls e micropagamentos. O relatório está disponível online e a secção que analisa os media encontra-se aqui.