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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Jornal “Público” reduz salários e avança com lay-off


A administração do “PÚBLICO” vai avançar para um processo de lay-off que afectará 21 pessoas e prevê a redução de salários e a diminuição de custos fixos. Estas medidas vão entrar em vigor a partir de Janeiro.

Depois de este ano os prejuízos do diário da Sonaecom terem chegado aos cinco milhões de euros, a administração da empresa planeia uma redução de dois milhões, com o objectivo de se aproximar aos valores de 2010, quando o prejuízo rondava os três milhões de euros.

É a segunda vez, num período de dois anos, que os funcionários do Jornal “Público” sofrem reduções salariais. Já em 2009, a administração propôs um corte nos salários, que acabou por ser aceite por 90% dos trabalhadores do Jornal. As reduções salariais, que entram em vigor no próximo ano, têm um carácter temporário e serão aplicadas aos trabalhadores com ordenados brutos a partir dos 1600 euros.


O lay off terá uma duração inicial de seis meses, podendo ser prolongado por outros seis, e vai atingir todos os sectores do “Público”.

Para além destas medidas, a administração do diário generalista quer também obter uma diminuição nos custos fixos na ordem de um milhão de euros.

Em comunicado a administração do jornal justificou a medida com o "período de acentuada crise económica e financeira, agravada pela negativa conjuntura económica actual" e acrescenta ainda que as medidas são de carácter temporário e "pretendem assegurar a viabilidade da empresa e a manutenção dos postos de trabalho".

Rita Monteiro e Mónica Barros

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

RTP e trabalhadores em colisão

Funcionários denunciaram "despedimentos encapotados" e vão aderir à greve geral

Ontem teve lugar o plenário de trabalhadores da RTP, no qual foi decidida a adesão à greve geral de 24 de Novembro.Na reunião, foi ainda aprovada uma moção que denuncia o "despedimento encapotado" de 300 trabalhadores da estação pública.

Segundo o comunicado, retirado do site clubedejornalistas, a moção aplicada afirma que "o Governo promove ou é cúmplice em campanhas de intoxicação da opinião pública contra o serviço público de rádio e de televisão", "manipulando números e escondendo que esta é a empresa que menos custa aos cidadãos nacionais comparada com as suas congéneres europeias". O comunicado declara que "a Administração e o Governo preparam o despedimento de 300 trabalhadores encapotado de ‘rescisão amigável’, podendo afectar a capacidade de produção da empresa, além do congelamento das carreiras e dos cortes salariais no ano em curso". 

"As famílias dos trabalhadores da RTP já estão confrontadas – e vão sê-lo ainda mais – com a redução de salários, a diminuição do poder de compra, o agravamento dos impostos, a eliminação do abono de família para muitas delas e a redução de subsídios de desemprego e do período de desemprego com direito a subsídio", lê-se ainda.

O porta-voz dos sindicatos da RTP, Paulo Mendes, revelou à Agência Lusa a indignação dos trabalhadores: "trazíamos a expectativa que nos fossem revelados os pormenores deste plano, que chamamos de reestruturação e a administração e o Governo chamam de sustentabilidade financeira. As nossas expectativas foram goradas, esses pormenores não nos foram revelados".

Fonte: Público On-line

Mário Borges e Catarina Nobre