Mark Zuckerbergpondera criar no
Facebook uma zona dedicada a notícias paraimpulsionar a distribuição e acesso a
jornalismo de "alta qualidade". O objetivo é aumentar a confiança das pessoas na informação e ajudar os
jornalistas a fazerem o seu trabalho,
assegurando a devida remuneração.
Esta possibilidade foi anunciada por Zuckerberg numa conversa sobre o futuro da
tecnologia e da sociedade com Mathias Döpfner, CEO do grupo Axel Springer, o
maior publisher europeu.
Ana Azevedo, André
Veiga, Francisco Guerra, Judith Rafael, Rita Arouca
A agência noticiosa francesa AFP divulgou, na semana passada, um código de conduta nas redes sociais para os seus respectivos jornalistas. Este caso é o mais recente no que diz respeito ao ajuste dos critérios deontológicos do jornalismo aos media emergentes.
Acontecimentos recentes, entre eles os motins em Londres, vieram reafirmar a importância das redes socais enquanto ferramentas do trabalho jornalístico. Numa acção de incentivo ao uso de plataformas como o Facebook e Twitter, a AFP anunciou, ainda em Junho deste ano, uma revisão dos termos orientadores do uso e participação dos seus 1500 jornalistas nas redes socais.
A agência afirmou, num comunicado divulgado no dia 13 de Outubro que "os jornalistas da AFP devem reservar aos amigos o acesso às suas páginas pessoas". A AFP procura também garantir que os seus jornalistas, quando presentes nas redes sociais para fins profissionais, se identifiquem como membros da agência.
Assim, o jornalista deverá abster-se de qualquer consideração pessoal ou comentário opinativo, de forma a primar pela imparcialidade da agência. No campo jurídico, a AFP poderá assumir responsabilidade sobre o que os seus jornalistas divulgam nas redes sociais, somente se estes o fizerem dentro do âmbito profissional.
Um estudo da University College London (UCL) concluiu que as redes sociais, para além de poderem alterar a vida pessoal dos seus utilizadores, também podem provocar algumas alterações a nível cerebral. Este estudo, publicado pela revista Proceeding of the royal Society B Biological Sciences, revela que existe uma relação directa entre o número de amigos nas redes sociais e o tamanho de certas áreas do cerébro.
Os cientistas utilizaram 125 estudantes voluntários, aos quais foram analisados 3 dimensões do cérebro, e concluiram que não existe prova de que o uso das redes sociais aumenta a massa cinzenta, ou que algumas áreas do cérebro ajuda as pessoas a ter mais ou menos amigos.
Contudo, os autores concluiram que algumas regiões do cérebro neste estudo têm um papel determinante na interacção social, na memória e no autismo.
Um dos investigadores do estudo feito pela BBC, Ryota Kanai, afirmou que foram "encontradas regiões do cérebro que parecem interessantes para perceber o número de amigos que se tem tanto a nível virtual como real".
Segundo um estudo do Pew Research Center, os jornais digitais são agora mais populares do que a imprensa escrita e a rádio nos EUA. Com o aumento da utilização da internet, os utilizadores preferem estar actualizados ao minuto, em qualquer local, e poder partilhar a informação, em vez de esperar pelo formato em papel. Outros dados do mesmo estudo revelam que os norte-americanos deixaram de ser fiéis a um único meio de comunicação social – 92% admitem informa-se em várias plataformas, desde a televisão, à internet ou jornais. As redes sociais desempenham um papel cada vez mais importante como fonte e partilha de informação.
Eliano Marques, Frederico Daniel, Raquel Moás e Tiago Fernandes
Carlos Abreu assinou ontem no expresso.pt uma reportagem que sintetiza as polémicas que envolvem as redes sociais. O artigo analisa a questão da liberdade de expressão na internet e a necessidade de policiamento da rede.
Em Novembro passado, um memorando interno de José Alberto Carvalho, director de informação da RTP, sobre a utilização das redes sociais na estação pública, já tinha levantado polémica fora da redacção. O documento identificava situações em que alguns jornalistas utilizavam a mediasfera de uma forma que colidia com o desempenho profissional e com os deveres públicos da estação pública.
Já tem quase um mês, mas vale a pena ler ou reler as recomendações do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas sobre o “uso das redes sociais como fonte de informação”. O documento aconselha “um juízo deontológico e crítico na elaboração das notícias que tenham como origem blogues, redes sociais e “microblogging” “.